Delphi Conference 2012 – Empreendedorismo e desenvolvimento de produtos no dia 23/outubro em São Paulo

Dia 23 de outubro é dia de Delphi Conference 2012 em São Paulo. A comunidade Delphi se reúne no Centro de Convenções Rebouças para um dia cheio de palestras, divididas em cinco trilhas. A programação já está disponível no site do evento!

Estarei ministrando no final da tarde (se não mudar nada na programação), o meu workshop “Da visão a produção“. Serão quase duas horas, quebradas em palestra e dinâmicas com os participantes.

O objetivo é trabalhar com a comunidade dicas de como desenvolver novos produtos, trabalhar conceitos de Metodologias Ágeis, Empreendedorismo, Lean Startup, Business Model Canvas, Lean Canvas, e várias outras coisas legais. Para entender um pouco mais sobre este workshop é legal olhar as referências que me ajudam a montar ele.

Esta Delphi Conference é especial porque é a primeira depois que a Embarcadero faz depois da criação do programa de MVPs. Apesar de não ser mais instrutor oficial de Delphi (fui entre 2002 a 2006) ainda mantenho o apoio a comunidade via DUG-RS (que fundei com Rafael Helm em 2003) e tenho como propósito levar a comunidade Delphi práticas de Metodologias Ágeis, como automação de testes, melhoria contínua e enfim, práticas que podem ajudar na evolução técnica da comunidade. E também práticas relacionadas ao desenvolvimento de produtos.

E aproveitando que já estarei em São Paulo… no dia 24 eu vou ministrar uma turma do workshop da visão a produção, em  “versão full” de 8 horas, lá na Adaptworks! A turma está confirmada, então fica a dica para você que está em São Paulo: participar da palestra no dia 23/outubro dentro da Delphi Conference e dia 24/outubro fazer o curso lá na Adaptworks.

NoSummit Porto Alegre – Delivering networking and entrepreneurship value

Getting a community together during a saturday afternoon. Sunny afternoon. How easy is that? Not easy, but we can always find people interested in learning, teaching and sharing ideas about entrepreneurship. We did all this with NoSummit, a self-organizing event that happened during September 22nd, in cities around Brazil.

But wait… why are you writing in English, about an event from Porto Alegre? Well, we did most of the event talking in English! Thanks to Max Lincoln from ThoughtWorks NY office, who helped to organize the event, we were able to practice English during our afternoon!

Actually I must give a big “clap clap” time to Mario Areias, MaxPaulo Caroli and ThoughtWorks Brazil. TW is always there to help the community to get together and deliver great networking time.

I sent this tweet after finishing the event. It was a great time, with our people discussing different aspects of entrepreneurship, innovation, agile, building products and services, understanding startups and lean startup concepts.

In the end, some people asked for references. So I will leave here some places to continue the conversation:

Here are some other pictures.

NoSummit – Um evento sem cúpulas

Manoel Pimentel lançou a ideia do NoSummit, um evento que não possui cúpulas e é 100% auto-organizado. Pessoas se colocaram como catalizadores de ideias e definiram pontos de ebulição espalhados pelo Brasil. Cada ponto de ebulição escolhe um assunto para tratar. Simples assim.

O resultado é o evento que ocorre em várias cidades neste sábado, 22 de setembro de 2012.

Em Porto Alegre, estarei puxando um destes pontos, com o apoio da ThoughtWorks. Faremos das 15h as 18h um OpenSpace sobre Empreendedorismo, puxando assuntos como Lean Startup, Desenvolvimento de Produtos e Serviços, MVPs, Métricas, Métodos Ágeis e outros assuntos que possam aparecer e ser de interesse dos participantes.

O processo é todo emergente e de longe pode parecer totalmente caótico. Eu acho totalmente excelente. Porque permite que as pessoas se adaptem ao contexto. Não sabemos quem vai aparecer lá. Quais são suas demandas, dores e expectativas relacionadas ao assunto empreendedorismo. Alguns podem querer contar histórias, outros podem apenas querer ouvir, outros podem querer tirar dúvidas sobre os primeiros passos, outros podem estar com dúvidas existenciais.

Quer fazer parte disto? Então se apresse e se inscreva, porque as vagas são limitadas!

Eventbrite - NoSummit - Porto Alegre

#StartupDojo!! Mais um chegando a Porto Alegre!

Dia 18 de setembro vamos nos reunir no Tecnopuc para mais uma edição do #StartupDojo Porto Alegre!

Bateu a curiosidade? O que é o StartupDojo? O StartupDojo é um ambiente para praticar modelos de negócio. E antes disto é um espaço de networking. E antes disto é um espaço para aprender e ensinar.

Então, se você não sabe nada sobre criação de produtos e negócios, venha aprender e ganhar novas referências, links e amigos. Se você já conhece do assunto, venha compartilhar e ensinar.

As vagas são limitadas! Interessou? Se inscreva!

E neste evento teremos uma apresentação do pessoal da Rally, que está patrocinando o evento. E legal contar com o apoio do Grupo RBS também concedendo o local para fazermos o evento!

E ah, se quiser ficar atento a próximas oportunidades de evento, ficam os canais:

Projeto Startup no DUG-RS inicia sábado 26 de maio de 2012!

Uma das coisas que acredito, é que um desenvolvedor deve ser capaz de desenvolver um software por completo. Gestão, comunicação, análise, codificação, testes, automação, infra… e desenvolvimento de produtos! Ser um empreendedor, ser inovador, sempre em busca de desafios.

Mas como conseguir evoluir em todas estas áreas? Primeiro, o ponto é entender quais destas áreas você realmente gosta e quer ter excelência técnica. E buscar formas de criar, aprender, inovar.

O Grupo de Usuários Delphi do Rio Grande do Sul inicia neste sábado o “Projeto Startup“. A ideia é reunir a comunidade Delphi e criar algo, com as seguintes características:

  • Conceber um produto, usando técnicas de desenvolvimento de produtos, como se este grupo fosse uma startup. Criar experimentos e buscar criar um produto que cresça e ajude um determinado segmento de clientes.
  • Desenvolver e promover o software livre, criando um ambiente de colaboração e liberdade para quem desenvolve com Delphi e quer aprender e ensinar.
  • Permitir que as pessoas possam evoluir em áreas onde tenham interesse, seja análise, design, usabilidade, programação, infra estrutura.
  • Buscar inovação, sejam com tecnologias do Delphi ou tecnologias relacionadas, exemplo Amazon Web Services.
  • Permitir evolução técnica da comunidade Delphi.
  • Uso de práticas e disciplinas e princípios das Metodologias Ágeis.

E onde eu entro nesta? Bom, fundei o DUG-RS em 2004 e estarei sempre ajudando a comunidade a se manter. E neste evento específico, estarei iniciando este trabalho com o pessoal, através de uma versão “extra-super-light” do Workshop Da visão a  Produção, ajudando o pessoal a desenvolver um novo produto, entendendo o que pode ajudar algum nicho de mercado e entregar de forma efetiva e constante um produto desenvolvido de forma colaborativa pela comunidade.

Então é isto. Sábado, 26 de maio de 2012, a partir das 08h45min, na Faculdade Dom Bosco em Porto Alegre, inicia o Projeto Startup do DUG-RS! Se você gosta de delphi, análise de negócios, desenvolvimento de produtos, startups, open source, métodos ágeis, este é o momento! Apoie e ajude!

Priorizando projetos de TI

Estava lendo um artigo na cio sobre priorização de projetos de TI.

Esta priorização muitas vezes funciona como um malabarismo, pelas diferentes áreas de negócio demandando projetos. Lá pelas tantas, se fala:

“Os modelos formais e mecanismos de priorização não funcionam mais”, diz David Cearley, vice-presidente do Gartner. “A priorização não pode ser feita de forma isolada do negócio. Precisa acontecer em estreita parceria com a empresa.”

Nesse cenário, a TI está sentindo a pressão para ser mais ágil em seus métodos de entrega, mais flexível na priorização de projetos, e mais experiente na avaliação de ROI – tudo para que possa trabalhar com, e não contra, as necessidades de negócio.

Um dos pontos é em evitar constantes “não” para os clientes. Mas o ponto não é este. O não é muito bom para testar reais necessidades. Quando um cliente requisita uma nova funcionalidade ou um novo projeto, perguntar “O que acontece se este projeto não for entregue? O que se perde?“, pode ser uma forma de buscar o real valor do projeto. Claro, você deve saber se tem um ambiente propício para isto. Senão a resposta pode ser… “Ah, o que se perde? Seu emprego.

Quando escrevemos uma user story, queremos saber questões como o porque ela precisa ser implementada, o que de deve ser implementado, e quem se beneficia com isto. Para um pensamento mais “amplo”, em projetos, esta linha de pensamento serve igual. Isto me lembra a Project Story do Luiz Parzianello, que eu curto muito. Ela é um documento que consegue criar uma visão mais clara de um projeto a ser entregue. E é uma forma para empresas se organizarem e criarem governança na hora de escolher o que priorizar e porque priorizar. Temos outras formas de fazer isto, seja pensando em uma estrutura de Business Canvas e Lean Startup.

E neste sentido, é interessante como as grandes empresas dificilmente conseguem ver valor em estar mais próximas das áreas de negócio. E em trabalhar com ciclos mais curtos de entrega. Deixando as áreas de negócio realizarem testes, desenvolvendo produtos mais rapidamente e testando o seu resultado é pelo menos um exercício para minimizar risco. É muito importante para a equipe de desenvolvimento estar próxima dos clientes, pois assim poderão ajudar na priorização de funcionalidades em um lado mais técnico e entender mais dos processos de negócios envolvidos.

Depois no artigo, este assunto vem a tona:

O alto nível de envolvimento das partes interessadas também levou TI a repensar seu processo de desenvolvimento, passando a adotar uma abordagem mais ad hoc quando as equipes de TI passam a integrar o pessoal de marketing ou das áreas de negócios para o desenvolvimento mais rápido de um aplicativo móvel  – às vezes em questão de dias em vez de semanas ou mesmo meses.

O foco aqui não é entrega rápida de aplicativos de mobilidade. Quero focar em entrega de projetos em geral. E quando se fala em abordagem ad hoc… o que o pessoal deveria olhar são as metodologias ágeis puramente, porque muitas das preocupações citadas, são na verdade princípios e questões que as equipes ágeis valorizam.

Para que isto ocorra de forma efetiva, a formação de equipes menores para se trabalhar em projetos, dentro das áreas de negócio é uma boa solução, só que o problema é que normalmente as equipes “tradicionais” não são preparadas e estimuladas a assumirem mais de um papel. Isto deve ser trabalhado e permitido. E com o cliente presente para ajudar nas definições, os ganhos serão vistos de forma rápida.

O tempo de resposta das equipes é cada vez menor. E para que isto possa ocorrer desta forma, devemos estar leves e comprometidos com o essencial, permitindo sempre uma revisão de rumo e constante avaliação se algo pode ser melhorado no processo diário.

Vinicius Teles uma vez me disse que “o cliente só sabe o que quer depois que vê o que pediu“. Neste sentido o que queremos fazer é lançar logo software para que os clientes possam avaliar e prover feedbacks. Só que muitas empresas ainda não caíram na real e algumas só vão se ligar em certas práticas quando a água estiver chegando no nariz.

Qual é o custo da inovação?

Em uma das tirinhas de domingo do Dilbert, apareceu uma sobre inovação, com uma forma bem interessante de motivar as pessoas a participarem de ideias para novos produtos. De forma algumas as ideias foram “reprimidas” e o ambiente era propício para as pessoas poderem ser humildes e respeitadas. 🙂

Bom, vamos ao foco do post. O grande problema que eu vejo em ideias que surgem dentro de uma equipe é o processo de evolução ou morte destas.

Muitas empresas, dependendo da sua estrutura e/ou cultura, vão ter ideias que morrem por falta de ação da gerência, como já ouvi em um evento anos atrás. Quer dizer, devido a outras 1000 coisas que a gerência precisa fazer ou entregar, uma ideia positiva e legal nem terá a chance de evoluir. Nem de ser experimentada. E ninguém nem tem a chance de sentir peso na consciência, já que a ideia não está no plano de desempenho anual. :-/

Eu prefiro pensar que uma ideia perde seu valor porque a equipe como um todo deixou de acreditar nela. E que uma ideia mantém o seu valor em virtude de ações que a equipe realiza. É a chance de uma evolução mais democrática.

Ainda assim, isto não é garantia de nada.

Muitas vezes a equipe está lotada de trabalho e de tarefas que precisam ser realizadas, não restando tempo para a equipe trabalhar em novas visões ou simplesmente seguir uma ideia que é reconhecida pela equipe como boa. Muitas vezes as equipes voltam para os momentos de “loucura” e se esquecem que a melhor coisa que elas podem fazer é manter um ritmo saudável para evolução dos produtos, com qualidade constante.

Por isto, mesmo em uma equipe aberta a inovação é preciso ter algum tipo de método ou controle ou restrição para garantir que vai existir um balanceamento no que é feito em produtos existentes e novos produtos.

Este tipo de investimento pode ser medido, tanto o investimento como o retorno do que é feito.

O que se quer então?

a) Formas de testar as ideias para se ter visão pós feedback do mercado sobre a sua validade.
b) Restrições que ajudem as ideias a serem lançadas e mantidas. E que principalmente ajudem a equipe a não perder o foco.

Lembre-se. Ideias podem surgir como forma de ajudar um produto a ganhar consistência, como forma de se testar tecnicamente alguma tecnologia, ou simplesmente para testar um mercado que não se conhece.

Pode ajudar uma empresa a desenvolver seu nome pelo mercado de tecnologia.

E também pode prejudicar uma empresa. Parecia fácil né? Mas não é… qualquer tipo de lançamento deve ser feito com responsabilidade e sem perder foco na qualidade. Ela não é opcional. E portanto seus experimentos devem mostrar que o caminho está correto. Os experimentos devem ser responsáveis por mostrar o respeito e mostrar que uma ideia merece mais persistência e apoio.