Quem acalma quem acalma?

Eu me sinto uma pessoa introvertida. Sou quieto, observador e acabo por ser bastante imaginativo. Funciono bem criando cenários e pensando em piores casos por vezes, não por pessimismo, mas para amplificar o pensamento.

Normalmente estou sempre disponível para apoiar quem está precisando conversar, quem precisa de escuta, quem tem um problema. Falo que não sei o meu propósito, mas aprendi que é melhor fazer as coisas de propósito.

Normalmente, mas não sempre.

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Cinco minutos para o silêncio, para respirar. Ou… eu preciso deixar meu eu jogar.

Treino é treino, jogo é jogo. Amistoso não é jogo. Agora, o modo treino e o modo jogo deveriam ser um só, mas por algum motivo meus sensos não detectam essa urgência nos esportes.

Eu sei que o meu modo treino funciona muito bem. Presente, focado em acertar a próxima bola, em fazer o próximo movimento. Com visão de presente e pra frente.

Nas ações do trabalho com tecnologia e na gestão de crises e onde preciso puxar toda criatividade possível, ele funciona muito bem. Talvez por eu acreditar que somente a prática e a vivência me permitem chegar na excelência. Me mantenho relaxado também pois aprendi que não existe solução gritando com software, por enquanto. E mesmo que venha a existir, não acho que vai adiantar.

E nos esportes, não consigo estar em modo jogo diariamente. Eu não tenho jogos todos os dias. Já pensei em criar algo parecido para construir essa consciência, mas o meu corpo atual não iria aguentar, mas isso é assunto para outro texto.

Então estou indo por um outro caminho, no caso dos esportes.

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A culpa não é da tecnologia, mas de como você faz uso dela.

Como diz Nigel Marsh, um autor que escreveu sobre balanço entre vida e trabalho:

… existem milhares e milhares de pessoas por aí levando vidas em um desespero silencioso, onde elas trabalham longas e duras horas em trabalhos que odeiam para permitir que elas comprem coisas que não precisam, para impressionar pessoas que elas não gostam…

Nigel Marsh

Essa frase poderia ter sido dita ontem, vinte anos atrás ou um século atrás. E nada tem a ver com tecnologia. Tem relação pura de como as pessoas usam o próprio tempo.

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Estamos sempre de partida?

Essa frase faz parte de uma música da banda Nenhum de nós. É uma música que fala sobre cuidado, no caso a falta de cuidado. Quando penso nessa frase penso também no livro Greenlights de Matthew McConaughey, que em certo momento fala sobre destinos e paradas.

No fim, por vezes me percebia sempre correndo, sempre de partida.

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O fazer acontecer e o vale da desilusão

Quando iniciamos uma jornada temos uma certa esperança sobre o caminho. Temos animação, uma força de vontade e o desejo de ter sucesso nessa jornada, não tenho dúvidas.

O problema é que normalmente o caminho não é limpo e tranquilo.

Teremos bloqueios.

Teremos problemas que nos farão pensar se estamos com a preparação correta ou não.

Vamos pensar em desistir.

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O caminho é longo

Em diversos momentos da minha vida eu sentia um peso nas costas, de não poder errar nem falhar. Isso me fez ter um foco de aprendizado um pouco exagerado.

Muitas horas estudando, talvez além das que eu deveria ter estudado.

Isso me ajudou em diversos momentos e de diversas formas, mas eu não estava vendo o problema completo.

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