Deixa fluir

Tudo que impede fluxo é ruim. Uma excelente forma de perceber isso é ter uma clareza visual de que o trabalho não está andando.

Se um item demora muito para ser concluído ou se muita coisa fica parada esperando respostas que não chegam nunca, temos problemas. Estes problemas indicam tarefas grandes demais, que podem ainda ser carregadas de incertezas. E talvez um processo de falta de autonomia ou falta de gestão de conhecimento. 

Todo fluxo organizado em um kanban pede limites, pede representação da realidade, pede visualização e pede políticas. E as políticas são na minha opinião a parte mais importante. As políticas emergem dos aprendizados. Os aprendizados acontecem com a prática do dia a dia, tentando fazer o trabalho acontecer. Todos problemas se resumem em saber: 

  • Quando precisamos reabastecer?
  • Como sei qual é a próxima tarefa?
  • Onde posso apoiar? 
  • Onde estou agora? 

O trabalho com o fluxo busca trazer calma, tranquilidade e permitir que uma equipe consiga encontrar uma linguagem de comunicação baseada na experimentação, na melhoria contínua e em acordos. 

— Daniel Wildt

P.S.: Fiz um material relacionado sobre espera também, disponível para download no slideshare.

Ritmo sustentável ou… entendendo o worklife balance!

Apesar de se “buscar um equilíbrio”, o fato é que sempre estamos dando mais atenção para uma determinada área da nossa vida. Então na prática nunca estamos em equilíbrio. E isto não é um problema. O importante é termos os momentos para refletir a respeito disto. Queremos seguir dando atenção para a área X ou queremos partir para dar mais atenção para a área Y?

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Gerentes ou pessoas capazes de gerenciar? Parte 2.

A discussão sempre é grande sobre a necessidade de ter pessoas com cargos de gerente de projetos ou gerente de qualquer coisa.

Antes de qualquer coisa, penso sobre a necessidade de entender qual princípio está guiando: o de desenvolver e somar ou o de filtrar e excluir. Muitas pessoas com cargos de gerente entendem que precisam filtrar as informações que a equipe tem acesso. “As pessoas não conseguem consumir isso assim”, dizem. E o resultado é uma equipe que não consegue tomar decisões corretas porque nunca possui todas as informações e entendimento das variáveis que guiam a decisão.

O trabalho de gestão envolve desenvolver pessoas para que elas possam viver os diferentes caminhos de descoberta e construção de aprendizado. A consequência disso é resultado.

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Nossas pessoas estão ficando enlatadas

O processo de aprendizagem no nosso país precisa melhorar, e olha quem pode ajudar nisso? Você!

De onde veio isso? 

Em uma mesa de café conversando com Graziela e Marcelo, compartilhei frustrações nas minhas incursões e entrevistas com pessoas ligadas na educação de crianças. Nesse meio do caminho cheguei a triste conclusão que a minha filha de 10 anos estava passando pelas mesmas dificuldades e frustrações que eu passei na escola 30 anos antes. Desse desabafo veio o convite de participar do BS Kids, uma ação deles com o Black Sheep Project.

Lá tive a oportunidade de conduzir um painel com o tema “Atenção: nossas pessoas estão ficando enlatadas“. Fiz esse painel junto com Carolina Cesa, Luciano Braga e Rafael Urquhart discutindo como trazer mais escuta, criatividade e fluxo para dentro deste ambiente que é tão tradicional e que precisa de mudanças. 

E deste painel veio a oportunidade de responder algumas perguntas pro Blog Maternar, sobre o tal “enlatamento”. Deixo aqui as perguntas que vieram, e meu texto de resposta, que escrevi durante um vôo Porto Alegre-São Paulo. Qualquer coisa posso dizer que estava viajando quando escrevi isso. 😛

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