Revidar

O quanto vale a pena “devolver” o que recebemos?

E aqui falo especificamente sobre quando recebemos algo que não é bom. Não vale. Já resumindo.

A questão é que muitas vezes quem nos tratou de forma não adequada nem lembra o que fez ou talvez nem tenha feito por mal. Ou pior, nem se importa sobre como a gente sente sobre o que acontece ou o que aconteceu.

Em algumas situações simplesmente não se deve revidar o que “a vida te deu”. Pode existir o pensamento de vingança ou de devolver na mesma moeda? Pode, mas por aqui a regra é evitar o devolver.

Eu tenho buscado praticar o “a natureza marca”, deixando que a vida cuide da pessoa e das futuras situações. O que está no meu controle é evitar, afastar e cuidar do que importa e vai fazer diferença na minha vida. Atuar na prevenção.

Isso é uma lembrança e necessidade de lembrança constante. Por vezes a raiva pode tomar conta, pela injustiça percebida, pelo não reconhecimento… só que raiva não ajuda. E novamente, talvez esse sentimento de raiva tenha ignorância ou indiferença do outro lado. E injustiça vem por outro departamento, é uma virtude que talvez não exista do outro lado. E aí não existe o que possa ser feito.

A justiça vai estar do meu lado, trabalhando minha ética. A sabedoria, com a constante busca por aprendizagem. Constante busca por conhecimento e aplicação prática de conhecimento. A coragem vem pelo posicionamento, de dizer não, sobre proteger o que importa e deixar ir o que não ajuda. E a temperança para cuidar dos sentimentos e caso aconteça de algo sair do prumo, que eu tenha espaço adequado para sentir e refletir e melhorar.

O revidar pode ser bom em filme, mas mesmo no filme, vale a gente cuidar da nossa própria vida e do que somos capazes de controlar.

— Daniel Wildt

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