Comunidades de prática – fazendo o conhecimento acontecer.

Construir conhecimento é um processo, e não se baseia em um evento ou uma chamada pontual. É preciso desenvolver uma cultura de aprendizado ou até melhor, de aprendizagem, e neste contexto as comunidades de prática podem ser o canal certo para fazer acontecer. Nesta palestra vou apresentar conceitos sobre comunidades de prática, exemplos de comunidades do RS que ajudei e ainda ajudo a desenvolver e como estas práticas podem ser levadas para dentro das organizações em uma espécie de plano de ação.

cop-palestraEssa foi a palestra que fiz no Pré-FISL dia 4 de maio em São Leopoldo. Para variar eu montei a palestra baseado em um mapa mental.

Comunidades de prática existem dentro de um contexto, e este contexto é local. Pessoas com o mesmo interesse de aprender e empresas que se interessam em apoiar a  causa, patrocinando e promovendo seus serviços ou fomentando vagas de emprego.

O processo de formação de uma comunidade envolve diretamente a finalidade dela. Uma comunidade não serve para simplesmente compartilhar conhecimento. Se fosse apenas isto, um serviço de feed de notícias resolveria o problema.

Uma comunidade existe para construir conteúdo de forma coletiva, mas vai além. Queremos aprendizagem.

Se você se interessa por um assunto e já existe uma comunidade, você se torna parte dela. Se não existe, junte mais pessoas interessadas e crie uma. Esse foi meu caminho com Delphi, Agile, Java e apoiando outras comunidades como Ruby, Testes, Mobile entre outras.

Quando se pensa em comunidades de prática e empresas, o problema é o mesmo. Como gerar engajamento das pessoas sem precisar atrelar participação por alguma recompensa? Na faculdade que era professor, tinha um grupo de estudo e eu vi muitos alunos participando apenas pelo motivo do certificado de aulas complementares. A causa precisa ser maior do que simplesmente acumular horas.

Dentro das empresas é importante criar movimentos para desenvolver pessoas usando o contexto da comunidade de prática. Exemplo:

  • 1 hora disponível. Vamos fazer um Coding Dojo.
  • 3 horas disponíveis. Workshops internos ou ainda considerar palestras + fishbowl.
  • 8 horas disponíveis. Vamos fazer um hackaton, unir pessoas para desenvolver algo usando uma determinada API ou conjunto de ferramentas.

Uma comunidade de prática precisa ter um ritmo, encontros mensais ou a cada dois meses, e precisa existir um movimento puxando e encontrando pessoas interessadas em dividir / compartilhar o seu conhecimento.

E quando ninguém quiser palestrar? Vai causar o enfraquecimento da comunidade, mas aí entra a necessidade de pensar em outros formatos. Palestras menores, discussões, happy hours, e por aí vai.

Organize o plano da sua comunidade. Comece pequeno, exemplo 4-5 eventos no ano. Pense em um destes eventos para ser um pouco maior. Organize dias diversos para eventos para não ficar preso sempre ao mesmo dia e horário. Ajuda a trazer pessoas diferentes da comunidade para os eventos. 

Lembre-se: o que se busca no processo de aprendizagem da comunidade, é desenvolver pessoas mais engajadas e autônomas.

No final do dia, queremos melhores profissionais. Estas pessoas participantes de uma comunidade de prática, podem se tornar responsáveis por criar outras comunidades no futuro, criar grupos de estudo dentro das organizações e instituições de ensino que fazem parte.

— Daniel Wildt (saiba como engajar mais com o conteúdo que publico)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s