Medo, hábitos e mudanças! Dicas para mudar de verdade?

Fiquei pensando em escrever um artigo sobre dicas infalíveis para mudar hábitos. Como mudar hábitos? Como fazer o que queremos acontecer? Como fazer apenas o que queremos fazer? Como ser feliz 100% do tempo?

E assim como em outras realidades que caíram na minha frente, notei que a resposta para estas perguntas vão todas para o bom e velho “depende”. O fato é que sim, posso dar dicas com estratégias para buscarmos a mudança, dicas para estruturar mudanças, mas o fato é que mudar depende de cada um.

No caso de mudar hábitos, uma das formas para isto acontecer é criando um novo para substituir o anterior. Pode ser. E quando nem sabemos que algum comportamento nosso é um hábito?

Comentei sobre Timothy Gallwey no artigo sobre jogo interno, e lá aparece até uma fórmula (D = P – I), onde o nosso desempenho está diretamente ligado ao potencial que temos para algum assunto menos a interferência no mesmo. O fato é que sim, temos potencial infinito de aprender, e portanto de melhorar. Melhorar pode significar mudar. Agora, é possível notar o que precisa ser modificado? Conseguimos perceber que estamos desenvolvendo potencial? Ou simplesmente vivemos em piloto automático?

Hábitos são ações repetidas que temos. O grande ponto é que estas ações podem ser ou não conscientes. E aí mora todo o problema. O que eu me vejo fazendo muito com as pessoas que atuo com mentoria e coaching, é simplesmente ajudando a ganharem mais consciência sobre as coisas que acontecem. Se algo é ruim, porque é assim? Se algo foi bom, porque foi bom? Aconteceu outras vezes? Qual o padrão que acontece e que causa algo de bom ou ruim? Porque alguns dias são excelentes e outros nem tanto, dado que não aconteceram muitas coisas parecidas?

É algum medo que não queremos enfrentar? Seth Godin, que é um dos autores que curto ler, disse uma frase:

Being aware of your fear is smart. Overcoming it is the mark of a successful person.

Estar ciente de seu medo é inteligente. Superação é a marca de uma pessoa bem sucedida.

— Seth Godin

O que acontece é que  muitas vezes ficamos travados. E isto não nos dá nem a chance de pensar a respeito de alguma coisa que não gostamos do resultado. Nem paramos para refletir a respeito. O grande problema começa por aí. Não vamos longe sem reflexão!

E sabe que o problema não é de hoje! Ele começa a crescer na nossa infância. Quando estamos em uma sala de aula, não fazemos perguntas quando achamos que é apenas uma dúvida nossa. Quando estamos em um elevador, 9 em 10 perguntas são relacionadas ao tempo lá fora. Não fazemos perguntas que podem gerar algum resultado estranho. Não queremos aparecer.

E para sair deste processo é necessário prática! Puxe assunto com um estranho no aeroporto! Faça uma pergunta diferente no elevador! Como podemos ir ao melhor estilo de enfrentar os nossos medos, assim que detectamos?

Eu tinha um problema de postergar situações e tarefas que eu “não gostava”. Eu acabava fazendo, mas o diálogo interno era muito demorado, para eu me convencer que precisava fazer a tal tarefa. Várias destas tarefas são necessárias para eu poder tocar minhas empresas e ajudar minhas equipes. O fato de eu não gostar, não ajuda ninguém. Alias, prejudica. E como sair deste processo?

Eu passei a trocar a minha priorização, por sempre começar pelas tarefas chatas. E também considerar tarefas onde existem pessoas dependendo de mim para seguirem no seu trabalho. Com isto, tenho a chance de todos os dias fazer pelo menos 1 tarefa que eu não gosto. Passado algum tempo já fazendo isto, hoje consigo dizer que sim, consigo fazer coisas que eu não gosto, porque o objetivo delas é maior que eu. Existe um universo que eu faço parte, que precisa do meu apoio para seguir acontecendo. E eu preciso deste universo para fazer o meu trabalho. E neste sentido, é impressionante como este processo de fazer e entregar tarefas junto com um sorriso é importante, por saber que estou ajudando uma outra pessoa em um objetivo que é comum.

Outra coisa é que eu passei a acreditar que sempre vai existir alguém para me ajudar em um objetivo. E se as pessoas que eu busco não puderem me ajudar, elas vão me indicar alguém que pode me ajudar. E se pensarmos de forma mais aberta, este processo pode funcionar para qualquer ação na nossa vida!

Quer dizer, estamos falando que podemos buscar pessoas dentro da nossa comunidade, e dentro desta comunidade, seja do tamanho que for, podemos alcançar novas conexões e também significado!  Certamente encontraremos pessoas dispostas a nos ajudar e nos mostraremos aptos e dispostos a ajudar outras pessoas da nossa comunidade. Ou como o Seth Godin gosta de dizer, das nossas tribos.

Aí podemos sim, falar a respeito de como iniciar os processos de mudança. E aí entendo que posso dar algumas dicas que podemos passar a cuidar mais no dia a dia e que podem nos ajudar. Para ficar bonito, olha o título:

 Sete dicas para ajudar nos processos de mudanças de hábito! 

  1. Pequenos passos. Mudar é um processo e não um evento. Precisamos começar mudando pequenos hábitos. Mudando coisas ruins para ganhar mais desempenho no que realizamos. E da mesma forma visualizando questões que podem se tornar hábitos, para ajudar mais e mais no nosso caminho. Eu tornei a leitura um hábito. Hoje consigo ler entre 30 e 40 páginas de texto diariamente. O mesmo acontece com esportes, tenho a prática de 5 a 6 dias na semana de esportes que gosto.
  2. Dar importância para o primeiro passo. O primeiro passo é o mais importante de todos. Temos que ter foco e entender principalmente porque estamos dando o primeiro passo. O caminho pode mudar, podemos pegar desvios, mas o primeiro passo demonstra nossa iniciativa e vontade em querer fazer algo acontecer.  
  3. Testar as mudanças como hipóteses. Não existe uma única solução para o problema. Então veja seus processos de mudança como algo que está em teste. Estamos testando se algo faz sentido ou não para o nosso dia a dia. Testar horários, ou ações e conforme estes testes avançam podemos começar a perceber mudança, benefícios de estarmos mudando e o mais legal de tudo, ver fluidez no que está acontecendo conosco.
  4. Mostrar para quem importa o que está acontecendo. Não para todo mundo. Você não precisa colocar no facebook domingo de noite que na segunda-feira vai iniciar uma dieta. Ninguém precisa saber disto. Agora, certamente você tem duas ou três pessoas que vão te ajudar em qualquer ação de mudança e podem ser suas motivadoras. Lembre: você quer pessoas que vão ajudar. Motivar. Se é para ficar julgando, nós já temos uma pessoa que faz isto 24×7. Podemos sempre encontrar ela quando olhamos em um espelho.🙂
  5. Acompanhe os seus passos! Eu tomo nota das coisas que são importantes para mim, enquanto elas estão se tornando hábitos. O anotar funciona como uma bengala, um apoio. Depois de um certo tempo não precisamos mais destes apoios, e saberemos a hora de parar e simplesmente deixar aquilo se tornar um hábito positivo.
  6. Vão existir obstáculos! Claro! Ninguém disse que iria ser fácil. Vai chover, você vai eventualmente se machucar, as coisas podem ficar difíceis, teremos imprevistos, mas se o caminho que está percorrendo vale a pena, qualquer obstáculo será visto como uma tarefa necessária, para alcançar o objetivo que é maior que esta tarefa.
  7. Vale a pena seguir adiante? Puxa Daniel, mas você acabou de falar que teremos obstáculos, que é necessário seguir em frente! Sim, mas note se você está persistindo ou insistindo! Se você estiver persistindo, você vai buscar estratégias diferentes para chegar no objetivo. Vai testar e buscar novas formas de validar. Lembre das hipóteses. Agora, se você sempre tentar alcançar o resultado fazendo as coisas do mesmo jeito, porque leu em um livro que era assim… peço que você volte ao início deste texto. Lá eu comento que “depende”. Sua vida e seu dia a dia é diferente do meu.

Resumo da história? Dê o primeiro passo! E até a próxima.🙂

Compartilha comigo seus avanços e seus problemas em mudar algum hábito. Quero ajudar e conhecer outras realidades.

Links relacionados:

Este post faz parte da minha iniciativa Viva Seu Tempo, onde trato sobre consciência de tempo, e com objetivo de ajudar as pessoas a buscarem estilos de vida mais conscientes.

2 thoughts on “Medo, hábitos e mudanças! Dicas para mudar de verdade?

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