Manifesto

Eu acho interessante como a palavra causa gatilhos. E talvez cause pela quantidade de pessoas incapazes de se expressar ou de encontrar o seu fazer.

O “incapazes” pode ser por impossibilidade, por privilégios não disponíveis. Pode ser também por nunca ter se dedicado o tempo necessário para operar ou planejar ou pensar a respeito.

Perguntas, como sempre, podem nos ajudar nos primeiros movimentos.

Como você se manifesta? Qual é a sua arte? Qual é a sua forma de expressão?

Memes, desenhos, poesias, fotos, vídeos, textos, curadoria, escuta, palestras? Como você demonstra seus interesses e seus caminhos de aprendizagem?

Eu penso em princípios e valores já faz algum tempo. E isso me ajuda a estabelecer caminhos.

É um movimento que ajuda no manifestar o que importa. E o que me conduz. Faz parte do meu movimento de fazer DE propósito, que comecei faz 10 anos, depois de concluir que eu não tinha uma clareza de propósito.

Diariamente, eu me manifesto. E não é para você, exatamente você. É para minha prática. Ao fazer isso em público, busco uma despreocupação com o resultado imediato. Não sei quando esse texto aqui vai fazer sentido e para quem. Estou lendo um livro publicado em 1982, de um autor que faleceu em 1965. Nem ele sabia que tal livro existiria, acho. E nem que eu seria um leitor do mesmo livro em 2026. Isso certamente. Eu nem tinha nascido ainda.

Se manifeste. De forma consciente.
E tendo entendimento do legado que você quer deixar.

— Daniel Wildt

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