Estava pensando sobre a estrutura de uma piada. Existe um contexto, uma preparação e existe um fim.
Esse fim é conclusivo ou quando não é se deixa um caminho que precisa ser percorrido por quem está escutando. Resultado pode ser direto ou pode ser efeito de ironia e sarcasmo.
Agora tem um ponto que é mais importante de todos: se depois de contar a piada, precisamos explicar a mesma… ela falhou.
Tem piada que não pode ser contada em determinado contexto. Tem piada que tem local certo. Tem piada que não faz sentido fora do meu bairro ou da minha casa ou de determinada comunidade.
Quem está fazendo a comunicação precisa cuidar disso. Quem está assistindo ou ouvindo, está ali, mas não tem obrigação de conhecer o seu contexto.
Me lembrei de um filme antigo chamado Top Secret, onde em certa cena um carro simplesmente encosta em outro e isso causa uma explosão. A cena toda acontecendo faz ser engraçado, mesmo que quem esteja assistindo não saiba do histórico do carro que estava na tela. O tal carro se tornou uma grande falha de segurança automobilística, pois o local do tanque de gasolina poderia causar acidentes e explosões em caso de uma batida mais forte.
A piada venceu, mesmo que as pessoas não saibam da motivação. Quando eu vi o filme pela primeira vez, não tinha essa informação, mas ri igual. O filme montou uma cena que era engraçada e ficou mais com a explosão.
Uma piada sozinha sobre o carro não teria graça talvez, provavelmente pois não tivemos a chance de ver este carro por aqui. O Ford Escort foi o que chegou para consumo nacional.
Resumo: contexto importa!
— Daniel Wildt
Vem fazer parte! Projetos paralelos, consciência de tempo e apoio no seu caminho de aprendizagem, através do projeto A Filosofia da Tranquilidade! Olha também a newsletter e projetos do agora.
Deixe um comentário