Tem dias que a vida corre mais que a média. E eu quando percebo sigo acelerado até quando deveria estar me acalmando.
O dia corrido não termina exatamente quando eu quero. Sei que o controle deveria estar comigo, mas por vezes tem uma ansiedade que corre junto, um querer ver um certo resultado.
Tem dias que o movimento é o que importa. Ver progresso. Mesmo que seja algo ruim, mas pelo menos existiu aprendizado e a chance de fazer diferente.
Agora a pouco lembrei que poderia ter tomado um chá. Só que também me lembrei da roupa para lavar e da pia para arrumar e de organizar a janta junto com a atividade de trabalho me olhando em paralelo.
O dia não terminou ainda. Vai depois desta escrita, mas sei que preciso escrever mais sobre isso e atuar, fazer diferente, pois o dia de trabalho precisa voltar a terminar mais cedo. E o trabalhar neste caso envolve também as tarefas de casa.
No fim o que importa?
Criar tempo para o nada. Para filhos. Para amenidades. Diminuir o agito. Aumentar a calma. Ser mais intencional na tranquilidade. Para o sono ganhar presença e prioridade.
— Daniel Wildt
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