Gosto

Não se discute? Ou não se julga?

Parece que gostos podem ser discutidos sim. Ao ponto de entendermos argumentos e interesses. Em alguns casos um gosto representa um conjunto de restrições que temos do nosso dia a dia.

A escolha, o gosto, é uma consequência do fazer e da prática, não exatamente uma construção, um entendimento ou um exercício de descoberta.

O gosto deve ter uma mistura de tranquilidade, consistência e continuidade, para não dizer ser repetível.

Lembrei do ser repetível pensando em um quiche de alho poró que se torna uma necessidade quando visito algum café novo. Quiche me gera tranquilidade, faz parte de uma regra de funcionamento de cafés que visito pela primeira vez e se bom for, vou repetir em outras visitas.

E gosto quando falo que não se julga, complemento que a vida é mais fácil quando cada pessoa cuida dos seus.

— Daniel Wildt

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