Somos testemunhas da nossa própria existência. Colecionamos cenas e sensos.
Reclamamos que não temos tempo, que falta espaço para viver. Ao tempo que não nos responsabilizamos pelas decisões tomadas. Depois ficamos chateados com o que não aconteceu, mesmo sabendo que nada fizemos para que o resultado fosse diferente.
Colecionamos também pequenos arrependimentos, pitadas de vergonha, talvez um que outro ressentimento. O problema do colecionar não é o armazenar, é sim ficar remoendo ou não sabendo como tratar o que aconteceu.
O que sentimos? O que significa para o agora? Terapia e rede de apoio é o que precisamos.
Sim, somos testemunhas oculares do nosso passado. E também somos do presente. Permitir que nossa vida siga sendo do jeito que é, sabendo que existe algo que nos faz mal, só indica a necessidade de ajuda externa e paciência com o processo de consciência.
Sempre lembrar disso. Boa vida pra gente.
— Daniel Wildt
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