Liguei

Eu não sou de ligar.

Sou de esperar, aguardar, aceitar as coisas como são em muitos aspectos. Paciente até demais.

Mas eu liguei pra mim, pra saber como eu estava. Me deu vontade de tomar um vinho, tinto. De celebrar um pouco.

Escrevi algumas coisas encerrando capítulos internos. Abrindo espaço para o novo. Eu estou me interessando por menos assuntos, semana após semana. Querendo aprofundar em alguns específicos. Mais foco, mais presença.

Saber que estou ligando para o que sinto e me permitindo filtrar o que quero seguir sentindo e o que vai precisar ficar para depois ou nunca mais é interessante. Ao ligar para mim, me desligo de assuntos que me machucam ou me atrapalham. Interessante este funcionamento.

Comecei a sentir saudade de algumas roupas, de lugares e de sentimentos que eu tinha comigo.

Tem uma série de coisas que não deveríamos ligar ao longo da vida. Que deveriam ser quase classificadas como sem valor.

E nunca deixar de priorizar nós mesmos. Nós mesmos não poderíamos entrar em modo de classificação nunca. Nós não deveríamos ser uma opção de descarte ou de não priorização. Ligar para nós mesmos deveria ser um ato de resistência, ensinado desde pequeno. O amor próprio é revolucionário e potencializa a valorização de quem nos importa. Ao nos amarmos, somos capazes de ver melhor o que e quem está ao nosso redor. De verdade.

— Daniel Wildt

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