Eu sei fazer planos. Ajudo pessoas em seus projetos. Entendo cenários, riscos e tudo que se precisa para dar o primeiro passo.
E agora é interessante que estou fazendo planos para mim. Planos individuais. Planos não relacionados com trabalho. Planos para aprender a viver. Sozinho. Por períodos curtos, mas são PVIs = planos de vivências individuais. Não que ao longo destas vivências não se possa encontrar grupos e viver com outras pessoas, mas a concepção do plano é ir só.
Em busca do deserto, da solitude e não da solidão.
Trabalhar sempre foi algo colado comigo, uma identidade. Não por desejo ou provação. Era puro medo e trauma e necessidade de sobreviver.
Eu corri muito e sem olhar para os lados e principalmente sem olhar para mim. Não dava tempo de sentir. Sempre estou olhando por outras pessoas. Cuidando de outras pessoas. Garantindo primeiro outras pessoas e depois, se der, eu olho para mim. Nunca deu.
Agora estou me colocando em prioridade. Nunca é tarde para priorizar.
E aprender a sentir. Tá doendo e tá difícil pra caramba. Ganhei episódios de crise de ansiedade e sentimentos que aparecem agora que eu consigo sentir eles vindo e indo embora. Estou me tornando mais quem eu deixei de lado aos 20 anos de idade. E 27 anos depois estou começando a pensar diferente para a minha vida.
— Daniel Wildt
P.S.: aos 27 anos eu resolvi “desligar” tudo o que fazia profissionalmente para mudar carreiras e cuidar da minha saúde. Interessante ver o número 27 aparecendo novamente.
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