Usar OKR ou não usar OKR?

Trabalhe o máximo para não querer usar.

Se quiser usar, considere:

  • Existe um ambiente de aprendizagem. Os itens sendo relacionados são desafiadores e não possuem solução rápida. O “como resolver” precisa de avaliação.
  • Existe transparência. Não se esconde números atrás de outros números. Não trabalhe com aumentos em percentuais sem poder indicar qual é o número de referência.
  • Todas as suas frases de resultados chave deveriam iniciar com as palavras: Aumentar, Diminuir, Atingir, Manter.
  • Se não existe um número, atingir pode ajudar a alcançar um primeiro.
  • Manter não é por muito tempo. Se não é desafio manter, não precisa ser um KR.
  • Se não existe número, não é um OKR. Faça um projeto para poder começar a entender e medir.
  • Se não é um desafio, não é um OKR. Se seguir fazendo o que se faz ao natural, sem mudar nada do plano, permite alcançar o objetivo, não deveria ser um OKR.
  • Um OKR pode demorar bastante tempo para ser resolvido. Escolha bem os que vão ficar neste formato. Estas definições vão se tornar o “seu norte”.
  • Se não existe cadência de revisão e cuidado do que é analisado. Se não existem conversas desafiadoras, talvez você não tenha um OKR em análise.

Eu tenho trabalhado com indicadores e metas, mas daí para trabalhar usando OKRs, é preciso não só usar a forma, mas entender a atitude esperada neste processo.

Indicadores, metas e qualquer forma de medição deveria atuar para apoiar em limites das equipes e desafios, caminhos que queremos percorrer. Deve inspirar e criar um caminho de aprendizagem. Não de culpa.

— Daniel Wildt

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