Um silêncio, se conivente, nem sempre indica neutralidade.

Quando sai uma declaração e o silêncio me possui, nem sempre esse silêncio indica neutralidade.

Na verdade, o grande problema é quando o nosso silêncio reforça algum tipo de violência acontecendo no contexto.

E tem gente que não aguenta ouvir a palavra violência, acha que é forte demais. Toda vez que podemos exercer o uso do poder, podemos exercer violência. Não é uma necessidade, mas uma possibilidade. E dependendo de como foi o nosso processo de crescimento e quem está interagindo conosco, pode ser quase que inevitável. Lembrar que o poder pode ser físico, pode ser psicológico. O poder pode se estabelecer simplesmente por medo de perder um trabalho.

Um exemplo que percebi não faz muito tempo. Quando uma estrutura escolar aceita certos comportamentos de alunos e nada faz, se mantendo em silêncio, pode fazer isso por receio (ou medo). Pelo poder que responsáveis de pessoas estudantes podem ter. Pela possível incapacidade de gerir o que responsáveis podem fazer, entendendo a falta de capacidade da escola em tratar determinado assunto. Exemplo? Responsáveis podem fazer uma troca de escola em massa.

O silêncio nem sempre indica uma neutralidade ou ausência de posicionamento. Por vezes o silêncio é violento por não nos permitir expressar o que sentimos ou pensamos. Por medo do que pode acontecer depois que nos posicionarmos.

O silêncio pode até ser sutil, quase imperceptível, mas em se tratando de posicionamento, no caso a falta dele, é um dos silêncios mais gritante de todos.

— Daniel Wildt

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