Você precisa fazer mais, precisa querer mais que os outros. Sem parar. Assim você vai. Vai, trouxa. A única coisa que você consegue fazendo isso é entrar para um piloto automático totalmente doido, enquanto se aliena de tudo o que deveria estar prestando atenção no mundo. Now you do what they told you.
A nossa prioridade fica sendo a definida por alguém e invade todos aspectos de nossa vida. E pode acreditar, vai chegar em um ponto que você vai sentir culpa por não estar “atendendo expectativas”.
A ilusão de que fazendo mais (usando mais tempo) vai nos levar para algum lugar só faz sentido no sketch da pessoa mostrando como a chefia consegue trocar de carro muito mais rapidamente conforme ela se esforça mais.
Falando em acreditar, você vai entender que se ofertarem mais prêmios, você pode se esforçar mais. E neste processo de se esforçar mais e viver deste jeito corrido. E aí eu questiono quando foi que você acreditou que não está fazendo o máximo do seu trabalho? Ou pior, de você acreditar que a incerteza financeira é motivador real de alguma coisa?
Tirando essa falta de consciência de classe presente em muitos lugares da nossa sociedade, onde até existem pessoas que acreditam que ter um iphone significa uma decisão política, eu posso falar sobre quietude.
Ficar quieto parece ser algo criminoso. Ver alguém parado ou fazendo o suficiente parece ser algo fora do trilho.
E saiba que justamente quando comecei a ficar quieto, e sendo capaz de ficar quieto, é que comecei a ser capaz de fazer coisas diferentes. Não estou falando sobre meditação. Não estou falando também sobre ter um local especial para praticar a quietude. Pode ser no trajeto pro trabalho se permitir ficar com os seus pensamentos. O que importa é ter um tempo calmo, sem ficar pensando na conta pra pagar amanhã. Ou na tarefa pendente da semana que vem, que pediram pra semana passada.
Quieto pode ser sossegado ou pelo menos estar em “ausência” das confusões do dia a dia. Todas vezes que eu consigo cair neste estado, algum projeto meu consegue se potencializar. Consigo reforçar alguma ideia em andamento ou trazer para a superfície algo que eu deveria estar dando mais atenção.
O que eu aprendi ao longo do meu processo de aprendizagem, é que eu consigo criar os momentos de quietude:
- Não fazendo nada de consumo de internet logo cedo na manhã.
- Fazendo leituras.
- Rasgando papel / organizando coisas.
- Lavando louça.
- Estendendo roupas (depois de lavar na máquina).
- Dirigindo.
- Na carona de um uber ou táxi.
- Ouvindo músicas instrumentais (exemplo Marcelo Corsetti ou jazz ou lofi ou o que você preferir)
E certamente ao ler essa minha lista você pode ter montado ou lembrado de qual é a sua. A forma de quietude está presente aí.
Você vai entender como ativar este processo. E vai entender como criar mais momentos. Seus novos projetos ou oportunidades de aprendizagem vão aparecer desta estrutura.
— Daniel Wildt
P.S.: quando você conseguir mais quietude, e aparecer um projeto paralelo, saiba que A Filosofia da Tranquilidade tem uma iniciativa onde podemos conhecer e contribuir com projetos paralelos das pessoas participantes.
P.S.2: quando alguém te der a oportunidade de pensar nas suas prioridades de aprendizagem, use estas oportunidades! Tome conta do seu processo de aprendizagem.
P.S.3: esse início de texto me lembrou de sermos resilientes, mas isso foi papo de um primeiro de abril. Então se ler, leia com ironia por favor.
Venha junto! Consciência de tempo, projetos paralelos e apoio no seu caminho de aprendizagem, através do projeto A Filosofia da Tranquilidade! Olha também a newsletter e projetos do agora.