O caminho é longo

Em diversos momentos da minha vida eu sentia um peso nas costas, de não poder errar nem falhar. Isso me fez ter um foco de aprendizado um pouco exagerado.

Muitas horas estudando, talvez além das que eu deveria ter estudado.

Isso me ajudou em diversos momentos e de diversas formas, mas eu não estava vendo o problema completo.

Acho que fazia isso por ter poucas coisas na vida que me fizeram focar ao máximo até saber fazer de verdade ou com excelência.

  • Os jogos de videogame me ajudavam nisso. Eu queria terminar os jogos e praticava até acontecer.
  • Os esportes como basquete e tênis me chamaram para a busca de excelência. Aprendo até hoje com o esporte.
  • Os problemas em tecnologia são assim por vezes. Muitas horas buscando maneiras diferentes, testando tecnologias e criando novas opções.
  • No processo de escrita tive várias incursões, por vezes com contos e poemas, outras vezes com escrita técnica. Hoje eu me vejo tendo a prática de escrita diária, como uma forma de alívio misturado com consciência. De trazer para fora alguma coisa que está quente aqui dentro.

Aqui eu pratico o processo da escrita. Não estou preocupado com o desempenho do texto. Estou preocupado com o meu processo.

Isso não quer dizer que eu não me preocupo com o que escrevo. Tenho projetos onde a minha escrita precisa “causar” vendas. Aí o funcionamento é diferente. Nestes casos os textos possuem métricas e uma ideia de um funil de vendas, mais exatamente. As cartas de venda possuem uma outra estrutura. Estou aprendendo sobre elas, e também são um longo caminho. No meu caso, em aprender a gerar consciência e prontidão nas pessoas que quero impactar. Não quero gerar ansiedade nem urgência.

Para as pessoas que eu venha a impactar, sempre tenho um convite para algum apoio, como acontece no final destes textos aqui.

O aprendizado que esse “peso” gerou na época, me fez ser uma pessoa pensando em prevenção e ação ao mesmo tempo. Queria avançar mas não queria cair. Tropeçar ok. E fui aprendendo que eu precisava aprender a cair. Sigo aprendendo. E que cair é importante, pois indica que estou fazendo algo que está me desequilibrando. E que a minha vida era baseada em recomeços. O meu funcionamento como professor, mentor, facilitador, mediador, acontece por vezes nesse processo de observar muito, atuar e aprender com os meus processos.

Em resumo?

Proteja os joelhos. E se for para cair, que seja para a frente. Ao longo do caminho a gente descobre que pode ter uma rede de pessoas, que vira rede de apoio. E com isso aprendemos que a rede nos ajuda e nos fortalece. Passamos a pertencer a uma determinada comunidade.

O caminho é longo. Aproveite cada pedaço da jornada.

— Daniel Wildt

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