Se eu estivesse no seu lugar…

Não seria você. Apesar de histórias poderem nos ajudar a viver determinadas situações, as nossas realidades são diferentes e específicas.

Histórias de outras pessoas servem para crescer repertório. Não deixe de ouvir estas histórias nem deixe de procurar histórias que ajudem no seu processo de consciência.

Agora, se eu estiver no seu lugar, sem dúvida alguma eu resolverei o problema da minha forma. E cada pessoa precisa encontrar o seu jeito de olhar para problemas e tratar problemas.

Lembro que fazia alguns cursos sobre liderança e tópicos presentes em alguns destes cursos não conectavam comigo. Em nada. Falavam sobre controle, cobranças, pressão e até uma estrutura de geração de medo, como forma de “motivação” da equipe. O mesmo aconteceu com relação a gestão de projetos. Falar sobre tempo, escopo e qualidade, apesar de parecer algo “padrão”, eu entendia que dava para atuar de forma preventiva, e não reativa ou de forma controladora (heróica) como vi acontecer diversas vezes.

Em dado momento eu pensei que não tinha essa habilidade de liderar.
E não era o caso. Todos temos a habilidade de liderar assuntos e projetos.
O ponto é entender o seu jeito.

Eu apenas precisava encontrar pessoas e estratégias que me ajudariam para o tipo de problema que vivo no meu dia a dia. Hoje atuo em contextos de incerteza. Faço produtos que estão em modo de concepção e validação, não estou repetindo coisas nem executando trabalhos que fiz exatamente igual no passado.

Eu não consigo ficar muito tempo no ciclo de repetição e estabilidade. Isso pode ser ruim, mas pode ser bom também.

Isso me exige uma desconstrução constante, para que eu possa me adequar ao que é necessário em cada projeto. E isso também permite que eu cresça meu repertório a partir de cada projeto.

Na incerteza e contextos diferentes existe muito aprendizado. Através de processos de modelagem, entendendo habilidades e conhecimentos que uso em determinado projeto e que posso aproveitar em outro, me permito criar especializações e referências.

Tenho +25 anos vivendo projetos. Não existe forma de alguém que está começando agora se comportar exatamente como eu me comporto. Agora, com um conjunto de conhecimento e princípios, pessoas com menos experiência podem descobrir momentos em que precisam parar e pedir ajuda, assim como conseguem identificar momentos positivos onde podem seguir em frente, acelerar.

Quando começo a colocar estes projetos em contextos mais específicos, aí a coisa muda de figura. Em projetos esportivos não tenho 10 anos de experiência ainda. Entender onde me considero especialista e onde me considero aprendiz é importantíssimo para saber quem eu preciso buscar ou me associar para ter mais sucesso destas jornadas.

O que eu já fiz no passado não é receita de sucesso sobre o que farei no futuro. A experiência anterior me ajuda a identificar problemas e padrões mais rapidamente, ao passo que consigo por vezes construir uma lista de oportunidades e opções sobre como resolver estes problemas que apareceram.

E eu consigo fazer isso estando no meu lugar.
E aprendendo sobre você, nos contextos em que atua.

— Daniel Wildt

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