Distribuir conhecimento é a parte mais importante do gerir conhecimento.

Estava consumindo um case do livro “O manual da empresa B”, onde um case apresentava uma estratégia de compartilhar conhecimento, com o conceito de aprender, engajar e demonstrar.

Junto com isso, me lembro muito de leituras de Nonaka e Takeuchi, sobre organizações em aprendizado, da importância de transformarmos o conhecimento tácito em explícito.

Ao juntar estas ideias, chego aqui. 😀

Fiquei pensando que demonstrar é uma palavra que vem e vai para diversos lugares. Exemplo, em atuações de pessoas promovendo produtos, podem existir espaços físicos ou virtuais para demonstrar um conceito ou estrutura.

Demonstrar também pode ser usado como um mecanismo de conclusão. Terminamos algo, então agora vamos demonstrar o que fizemos ou aprendemos.

O demonstrar é uma das formas de explicitar conhecimento, mas ainda não estamos falando de outras pessoas praticando o que estamos trazendo ou o que aprendemos.

Por isso que comento que a distribuição do conhecimento é o processo mais relevante. E aqui uma questão importantíssima: disponibilizar é totalmente diferente do distribuir.

Penso em distribuição de conhecimento como canais onde somos capazes de ativar, conectar e “converter” ideias em algo para ser consumido, praticado e aplicado. O entendimento dos canais de distribuição é uma oportunidade de prever o que vai acontecer com determinado conhecimento em passos seguintes.

Um determinado conhecimento, pensando no uso de uma ferramenta por exemplo, pode ser distribuído de diversas formas:

  • Palestras e sessões com perguntas e respostas
  • Artigos e tutoriais, feitos internamente ou via curadoria.
  • Vídeos pré-gravados, criando uma jornada de uso.
  • Manuais de uso, dando passo a passo para uso da ferramenta em um uso geral.
  • Sessões de workshops, temáticas, ajudando pessoas a entenderem um determinado passo.
  • Projetos pilotos, pensando em formas de implantação e uso do produto por equipes que podem apoiar e se tornar um novo canal de distribuição.
  • Mentoria, pessoas que ajudam pessoas em determinados assuntos.
  • Pareamento, pessoas ajudando de forma pontual outras pessoas no seu processo, fazendo junto e aprendendo por observação.
  • Ter um especialista na ferramenta disponível para apoiar as pessoas no seu uso.

O fato é que os canais de distribuição são diversos e muitos podem ser utilizados. A escolha deve estar relacionada não com disponibilidade de tempo, mas com a necessidade de engajamento. O uso de um conhecimento opcional deve ser tratado com um conhecimento que precisa se tornar algo tácito para quem está na operação de um projeto ou de uma empresa.

No meu aprendizado, o engajamento acontece a partir da escolha e atenção (presença) nos canais de distribuição.

— Daniel Wildt

Extra: sobre o manual da empresa B, é um livro que recomendo bastante se você está querendo entender em como transformar a sua empresa para uma organização que está preocupada com o impacto que gera no mundo, assim como entende as suas responsabilidades. Sobre Nonaka e Takeuchi, tem um livro e um artigo que já ajuda a ter uma boa visão de tudo, falando sobre organizações em aprendizado.

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