Julgo

Sempre. Não tem como não fazer isso, mas quando acontece, tenho possibilidades para entender o que estou sentindo.

Antes de expor, perguntar. Perguntas para tentar entender contexto.

Quando vou expor, trago o que você está sentindo. Garanta que seu sentimento consegue ser entendido e validado. Se ele faz sentindo para o momento é outra questão.

Quando explicar o seu sentimento, pode ir na linha de observação, sentimento, necessidade e pedido lá da comunicação não violenta.

Claro, aqui estou considerando que você tem uma pessoa do outro lado capaz de escutar.

E lembrar. A busca constante, a expectativa, é por suspender julgamentos.

Na realidade, estamos sempre atravessando o que vemos e ouvimos e sentimos com nossos julgamentos. E dependendo da situação, nem existe a chance de avaliação. Já realizamos a exposição antes de ter entendimento do processo. E aí ao invés de entendimento, podemos estar amplificando um conflito.

A impulsividade não é exatamente errada por ser exatamente o que é. Aconteceu e deveria ser entendida. E será entendida posteriormente. Lembrar da ferramenta journal para podermos refletir sobre o que acontece conosco.

Julgar não é opcional. Vai acontecer. Entender a nossa motivação e as nossas necessidades, também opcional, mas não deveria ser.

— Daniel Wildt

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