Eloquente?

Pode ser até uma grande mentira, mas e se for bem contada?

Clareza não mora exatamente no jeito que se fala, mas muito em como se recebe. As mensagens podem ser claras, mas talvez não sejam verdadeiras.

Talvez algumas falas ditas claras são grandes fraudes sendo colocadas em perspectiva, atuando na capacidade de persuasão de quem conta histórias querendo convencer quem escuta. E por aí talvez tenhamos papagaios repetindo palavras e termos, sem consciência de significado e menos ainda de aplicabilidade com a própria vida.

E talvez seja esse o grande ponto.

Eloquência não fala sobre verdade.

Eloquência fala sobre capacidade de se fazer entender. E talvez reforce a necessidade de pessoas buscarem aprender mais sobre escuta e sobre crítica ao que se escuta.

Enquanto muitas pessoas fazem cursos de persuasão e oratória… como está nossa habilidade de aprender a fazer perguntas sobre o que escutamos e aprendemos?

Como a nossa curiosidade se transforma em abertura e expansão e não em pura aceitação?

O desafio fica em como sobreviver ao tempo de “pós verdade” em que estamos sendo colocados, onde conceitos são jogados por ferramentas e por vezes levando pessoas para caminhos errados. A falta de conhecimento, questionamentos e aplicação prática se tornam cada vez mais essenciais.

— Daniel Wildt

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