Do outro lado da rua. Esperando tu voltar.
Naquele dia eu passei a desconfiar. Eu não saberia entender aquela atitude por algumas décadas, mas hoje tenho clareza. Já senti saudade, mas hoje em virtude de outros tipos de vivências e causas e consequências, aquele sentimento aos 18 anos me fez só entender que mais uma vez eu fui deixado sozinho.
Era um caminho somente meu, mas eu não queria aceitar.
E desde então eu me deixei para depois, pensando no (quase) todo.
Acreditando que as pessoas vão ter um momento de reflexão como tantos que tenho e vão pensar diferente. E cuidar de quem está em volta.
E depois você descobre que a pessoa não lembra do que aconteceu. E depois você descobre que a pessoa não se importa. E você descobre que você se preocupa com tudo e com quase todos, menos com você.
E mesmo que a prosperidade da vida aconteça e você colha e recolha bens e coisas que pareciam fazer sentido, falta você na equação. Você ficou para depois, mas equações são jornadas e não somente resultados.
Fiquei de fora.
— Daniel Wildt
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