Do que foi. Ainda queria que fosse igual, resumo.
Presumo também que não estou avaliando todo o resto que existia no contexto que eu gostaria que fosse tudo igual.
Ignoro que era 90% sofrimento para 10% de felicidade. Ignoro tudo o que tive que engolir e me apagar para ser capaz de sustentar e tentar viver um ideal, uma grande projeção.
Eu tenho um problema de insistência em problemas que não valem mais a minha energia.
Eu melhoro e crio planos e percursos de aprendizagem para saber tudo o que poderia saber para solucionar o problema. Aprendo mais sobre minha mente, sobre meu corpo, esquecendo sentimentos, me moldando para ser capaz de resolver a situação.
Só que por vezes o problema não depende do que eu faça. E por vezes eu me deixo de fora, me esqueço, para atender uma necessidade externa.
Outra coisa que ainda não consegui entender é a motivação de aceitar 10% de felicidade em algo que deveria ser leve e deveria ser casa, lar, calmaria e cuidado.
Sigo aprendendo e tentando fazer diferente. Existe um dos arrependimentos antes de morrer, indicados por Bronnie Ware, que fala: “Eu queria ter me deixado ser mais feliz“. Descobri que ainda tenho essa chance.
Descobri que venho construindo um caminho de pão nos últimos 7 anos e deixado muitas coisas prontas para me ajudar a sair do buraco. Em contextos mais recentes, são 758 dias escrevendo seguido, desde janeiro de 2024… são 758 dias criando fortaleza. Criando base. Criando cuidado. Para que agora, vivendo todas sensações ruins que cresci ignorando e aceitando e agora conseguindo consumir e aprender, eu seja capaz de fluir diferente.
Termino assim:
“Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?” — Sigmund Freud
Começo então me responsabilizando.
— Daniel Wildt
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