Se traga para dentro das relações.
Se importe com quem se importa com você.
Quando penso nas relações eu-tu do Martin Buber, ditas relações que estão abertas para crescer, eu só penso em ver a outra pessoa.
Parece algo trouxa, mas é sobre entender formas de comunicação, entender gatilhos e ter capacidade de escuta. Isso vale para qualquer tipo de relação que a gente tenha. Família, amizades, amores, não importa.
Não cuidar disso, nos posiciona nas relações utilitárias eu-isso. Quando você ouve das pessoas que elas não gostam de discutir relações, que gostam de amizades de baixa manutenção, elas estão neste processo.
Não existe amizade de baixa manutenção.
Também não existe uma regra sobre cadências de conversas. Eu tenho pessoas que eu mando mensagem 1 vez por ano para dar feliz aniversário e lembrar de que eu ainda estou aqui por elas. Não temos uma relação mais aprofundada por falta de tempo e conexão com outras coisas que fazemos na vida.
Isso não é baixa manutenção. É a vida que impede de fazer algo diferente somado com escolhas realizadas.
Veja as pessoas que você se importa. Cuide do coração delas.
E não tente segurar uma relação eu-tu quando ela se apresenta sistematicamente como eu-isso. Se faz sentido para você manter essa relação, mantenha como ela se apresenta, aceitando as limitações. Se claro, isso ainda fizer bem para você. Avalie se faz sentido seguir desse jeito ou se faz sentido afastar. Se a pessoa quer ser usada, e você também, tudo certo. Só fazer isso com consciência. Muitas relações de trabalho, de uso do tempo, se configuram assim, e podem funcionar bem.
Mais consciência. Mais tranquilidade no caos. E lembrar, como diz Martin Buber: “todo viver real é encontro“.
— Daniel Wildt
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