Eu

Queria tanto não me importar, e somente poder ser a pessoa que eu consigo ser.

Só que eu não consigo, ainda me influencio. Muito! Pela opinião de 2 pessoas.

Como se eu quisesse mostrar, não em formato de vingança, mas em pura busca de aprovação mesmo. Que eu consigo, que eu sou capaz! Ser visto e ser “sentido” por estas pessoas de algum modo valem tudo para mim. Nem falo sobre ser elogiado.

Faço as coisas e não peço opinião destas pessoas. Parte por medo do que vão pensar. Parte do que podem falar. Parte do que não falam.

Dependência emocional é um filtro criado, imaginário, não real. Por algum motivo eu ainda não acredito nisso. E ainda vivo os medos e os receios de ir além e quebrar estes padrões.

De verdade eu não sei dizer se ainda existe em mim. Ou se uso isso como força para criar. Em parte, como estou sempre buscando validação, também estou sempre fazendo, querendo sempre mais. Me testando e criando possibilidades.

A minha criação deveria ser puro resultado da minha disciplina e vivência prática do mundo que consumo. O resultado do que sou, apenas reflexo do que crio e exponho. E eu posso mudar tudo o que faço no próximo projeto. E isso deveria dizer respeito ao meu processo de criação e de quem acompanha e torce por ele. E por mim?

— Daniel Wildt

P.S.: este texto estava parte escrito, desde 2019. Hoje ouvindo Chapinhas de Ouro, álbum da Graforréia Xilarmônica, me veio a lembrança deste texto e de que Eu quero muito me encontrar. Sigo na busca.

P.S.2: Não sei se superei ainda o que escrevi. Eu acho que não.

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