De que? Por vezes nos isolamos, achando que vai ser melhor não falar sobre o que nos incomoda. Esse silêncio ao invés de acalmar, cria ansiedade.
Me parece que estar aberto para pensar sobre o que se sente é o maior desafio por aqui. Eu cresci em um sistema onde sentir era ser mal visto.
Resiliência era a do tipo Rocky Balboa. Sabe? Onde ser forte é não sentir. Seguir em frente. Todo caso, a galera não lembra muitas vezes que o Rocky chora quando o treinador Mickey morre. Então, ele sente sim. Ficou triste. E como ele está no meio da jornada do herói, a gente acha que é algo impressionante e diferenciado sentir, ficar triste, frustrado, quando é algo simplesmente normal.
Sempre achei que não sentir era me proteger. Eu cresci e em um momento, implodi.
Descobri depois disso, e venho aprendendo desde então, que poderia ter ajuda. Exemplo, fazer terapia. Descobri que poderia também desenvolver uma rede de apoio. Falar com amizades que poderiam ir além, que tinham capacidade de escuta. E que eu também poderia escutar.
Hoje, penso que quando jogo aberto, posso até me colocar mais em risco, mas estou mais próximo de mim. Ao me abrir, me sinto protegido.
— Daniel Wildt
P.S.: eu acredito em outro tipo de resiliência. E se eu puder apoiar na sua jornada, manda mensagem.
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