Sob nova direção. Refundação. Repaginação. Nova versão. Rebranding?
A novidade era o máximo. E hoje?
Hoje eu confesso que só tenho pensado em relançar cursos que criei entre 2009 e 2011. Os conteúdos e conhecimentos seguem presentes.
E como colocar isso como novidade?
Existem várias questões, que é poder ensinar algo para pessoas cuja idade é menor do que a minha experiência profissional. Barreiras. O tiozão querendo ensinar truques para pessoas com contas diversas em IAs Generativas. E com toda a ansiedade e pressa e receios do dia a dia que temos nos tempos atuais. Teremos trabalho para quem está chegando no mercado profissional? Como querer ensinar nesse mundo com todas habilidades que “não precisamos mais ter” pois agora as Inteligências Artificiais “dão conta”?
Todas estas perguntas ficam rodando na minha cabeça.
E, no fim, vendo o mundo acontecer na minha frente e conhecendo histórias reais do mundo profissional e de empresas e equipes falhando, meio que me acalmo.
Parece que nos esquecemos das alucinações. E do viés. E da necessidade de prática. E de entender como manter o conhecimento criado nos anos anteriores ao início da adoção das ferramentas de IA.
Me reconecto com conhecimentos básicos, como “Pragmatic Programmer“, de Andy Hunt e Dave Thomas. Donella Meadows e todo corpo de conhecimento sobre pensamento sistêmico. Os princípios e as vivências se tornam muito, mas muito relevantes.
E a minha conclusão, em resumo?
Seguimos precisando de prática! E seguiremos precisando em qualquer tempo. Precisamos experimentar. Medir, falhar, aprender. Criar! Testar! E lembrar que isso é um jogo infinito.
O que vai ser novidade, no final? Talvez não precisemos de novidades. O que é novidade nesse mundo em que não assistimos o que queremos, mas o que é recomendado por algoritmos?
Como podemos retomar as recomendações de amizades e de pessoas que confiamos? Como voltar a entender o que faz sentido para a nossa existência? Qual resistência é necessária para a nossa real evolução? Talvez seja essa a novidade necessária.
— Daniel Wildt
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