Eu posso desenvolver um arremesso no basquete mais que excelente. Isso é uma coisa. Outra coisa é saber o que fazer com marcação dupla faltando 10 segundos para acabar o jogo perdendo por um ponto. E o que as pessoas colegas de equipe vão fazer com o que está presente em quadra.
O simples saber fazer por vezes nos coloca em contato com uma prática de treinamento que esquece da necessidade de pensamento crítico, de saber analisar senso de urgência e outros elementos presentes no nosso dia a dia.
O simples saber fazer é frágil. É um caminho, sem dúvidas, mas conforme evoluímos em conhecimento e desafios, queremos pessoas que pensam que tenham capacidade de análise.
A dúvida que por vezes tenho, olhando algumas empresas: Querem mesmo?
Vejo empresas cobrando pessoas a seguirem caminhos prontos. E não falo aqui de processos padrões para facilitar o trabalho. Falo sobre seguir uma linha de raciocínio estabelecida por alguma chefia.
O Taylorismo segue presente nos dias atuais. Não vivemos mais em uma sociedade industrial, mas queremos usar os métodos dela para medir produtividade.
De outro lado, deveríamos querer pessoas capazes de realizar análises, de ter pensamento crítico, senso de urgência. O trabalho repetitivo, no caso da tecnologia, será automatizado. Criaremos oportunidades para reuso. Precisamos de pessoas pensantes. Que façam perguntas.
— Daniel Wildt
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