Comece tirando o pó.

A retomada de um hábito, conhecimento ou uma prática pode acontecer por muitos caminhos, mas tenho percebido um padrão aqui nos meus processos:

Comece tirando o pó.

Essa pode ser uma metáfora ou pode ser algo real. Objetos, hábitos, conhecimentos que realmente “estão com pó”.

O tempo de retomada pode ser mais dolorido, por acontecer de voltar com uma certa culpa ou questionamento de entender o motivo de termos deixado o assunto se perder. Pode ser por nos sentirmos “no zero” em assuntos onde nos considerávamos especialistas.

Prefiro aceitar que aconteceu. E que preciso, agora, cuidar do assunto que voltou a ter importância para mim. Ser mais intencional.

E aí começo a fazer perguntas:

  • Qual a menor quantidade de tempo que posso usar para experimentar o assunto?
  • Qual pessoa conhecida da minha rede posso falar sobre o assunto para saber como está? Quem são as pessoas de referência atualmente no assunto?
  • Qual pesquisa posso fazer para entender caminhos possíveis de pesquisa e aprendizagem?

No fim, preciso encontrar cadência. E poder me questionar de tempos em tempos se quero manter um assunto assim, ausente, por mais tempo. E se deixar de lado, que seja de propósito. Para evitar o arrependimento depois, que não precisa existir. Pode existir saudade, não arrependimento.

Sigo na busca de mais consciência.

— Daniel Wildt

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