Os projetos que trabalho possuem restrições.
De algum modo eu quero ver um fim.
O fim pode ser de um ciclo, ou um checkpoint… como se a vida fosse um jogo e a gente fosse capaz de passar de fase.
Só que em alguns momentos a gente tem que aceitar a incerteza e lembrar que o jogo é infinito. Criamos ainda sensações de fim, ou de início, mas elas são fabricadas, e podem não fazer tanto sentido.
Saber que o jogo é infinito dá uma calma, mas e quando estamos em situações onde o fim não fica claro e a ansiedade toma conta?
Minha cidade e várias cidades próximas de onde moro estão com diversos problemas por causa de uma enchente. O estrago foi muito forte e causado pela falta de atenção e de prevenção de quem deveria ter cuidado como primeira missão.
Só que me peguei recentemente com um sentimento que tive na época de pandemia. Eu sabia que tinha que ficar quieto, mas não sabia até quando. Não era infinito, e justamente este processo, associado a um conjunto de riscos, me causava uma mistura de ansiedade e insônia e uma vontade de me movimentar o mínimo possível.
No caso da pandemia, eu não tinha a visão de fim. E acho que ninguém tinha. Na situação atual eu achava que em 2 dias as coisas iriam se resolver. Estamos indo para previsões de 60 ou 90 dias… isso muda complemente o processo.
Fico esperando notícias e tendências. Sinais. De algum modo, quero ver um fim. Isso vai significar que posso reiniciar alguns projetos da minha vida.
Aguardo começos.
— Daniel Wildt
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