Existem relações que se acalmam no olhar. Outras simplesmente se despedem ao simples olhar e dão espaço para desencontros e discussões sem interesse de acolhimento.
Diria que muitas conversas vivem buscando manter o ruído, uma frequência que não é a soma das frequências disponíveis. Sem interesse de equalizar.
Buber certamente me diria para eu não me preocupar com estas relações que se distanciam no olhar, visto que não se tornarão relações eu-tu e provavelmente se algo existia antes disso, eram relações eu-isso. Relações utilitárias, sem geração de valor humano. Podem ter, claro, geração de valor monetário e utilitário, certamente.
Tenho entendido que busco relações que me assentam, me acalmam. Relações onde mesmo que exista uma discussão, estamos indo para um caminho de interesse comum. E em vários destes casos, quero que projetos saiam destas relações, que somam e que buscam de alguma forma um “ganha-ganha”.
Você vai viver relações que parecem ser “ganha-ganha”, mas elas se tornam relações “quando eu achar interessante você ganhar, deixarei“. E o problema? É que você vai acreditar que está tendo algum ganho, já que “nem sempre” você perde. Ou você não sente que está perdendo.
Um exemplo clássico pode ser visto em fornecedores que atendem grandes empresas e que “aceitaram” receber em ciclos de pagamentos insanos, exemplo 3-4-6 meses depois da realização do trabalho. Alguns ainda dizem que a empresa é uma “grande parceira“, enquanto vai gerando sua lucratividade em números explorando as “empresas parceiras“.
Cuide das suas relações.
— Daniel Wildt
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