Deixei de acreditar?

Eu venho ao longo da minha vida deixando de acreditar em uma série de coisas. Talvez a palavra seja aceitar ao invés de acreditar, mas funciona também.

Ou talvez eu passei a ignorar a existência destas coisas, simplesmente.

E nem tô falando de coelho da páscoa, que sempre cuidou bem de mim, trazendo presentes na minha infância ao invés de chocolates (que eu não gosto de comer – não entre em crise por ler isso).

Eu rio (muito) quando escuto a palavra meritocracia, principalmente quando sai da boca de um herdeiro… talvez por isso que perfis de personagens comediantes milionários no instagram estejam em um crescente.

Não tive essa oportunidade, de viver uma vida de herdeiro, mas tive uma série de privilégios que me ajudaram a estudar, a ter uma infância e adolescência calma para poder aprender muito do que ajudou a crescer profissionalmente. Não passei dificuldades com isso. E isso fez muita diferença.

Quando comecei a vivenciar algumas dificuldades, eu já tinha 19 anos, habilidades e possibilidades profissionais que me permitiram criar caminhos. E saí na frente de muita gente.

Mérito é diferente de meritocracia, que não existe. A alegria do esforço é um valor olímpico que percorre junto o caminho de uma pessoa (atleta) na busca de um objetivo maior. Ainda assim, nem sempre quem precisa e tem capacidade de se desenvolver consegue se desenvolver. Precisaria de mais recurso e mais atenção. Dedicação não falta nestes casos.

Mas…

A dedicação que se tem para algo nem sempre é relacionada com o resultado que se tem.

Tem acaso, tem oportunidade? Tem conhecer as pessoas certas? Ter a quantidade de dinheiro certa para a preparação? Vai naquela lógica de produto, praça e preço?

Se nunca escalar ou ficar um movimento de nicho, mas sustentável, não é suficiente? Kevin Kelly fala dos 1000 fãs verdadeiros. Quem sabe não precisamos de menos? Seth Godin fala da audiência mínima viável.

Acho que vou recomeçar por aí.

— Daniel Wildt

P.S.: eu acredito nas pessoas.

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