Pede! Voltamos ao problema de saber o que pedir.

Você já utilizou alguma ferramenta de inteligência artificial generativa? As tais ferramentas de GenAI?

Estas ferramentas me lembraram o dilema do Gênio da Lâmpada. Sabe o lance dos três desejos? O que você pediria? Como você descreveria os seus desejos?

Voltamos a ter este problema, só que agora no mundo real. E sem preocupações. Temos pedidos infinitos e não precisamos acertar de primeira.

Eu não vou aqui escrever um tutorial de como escrever os melhores pedidos para estas ferramentas. E não é pedido Daniel, é saber como escrever os “prompts“. Se liga!

Para facilitar o que vou seguir aqui, eu divido minhas conversas com estas ferramentas em três partes, sendo que a terceira pode não ter fim. O prompt no meu jeito de ver não é um texto único, é uma construção. É uma conversa no fim do dia. Olha esta lista:

  1. Preparação (setup)
  2. Pedido / Atividade
  3. Perguntas e Ajustes

1. Preparação

Você pode sair fazendo pedidos, mas antes de fazer isso você pode preparar a ferramenta para saber sobre o que você quer falar. Vamos fazer um código, um texto, um post para redes sociais? Vamos escrever um texto vendedor? Quer ajuda para resumir alguma coisa? Precisa que a ferramenta assuma alguma persona?

Antes de fazer uma pedido ou solicitar alguma atividade, avise a ferramenta que você quer passar algum contexto e avise o que vai fazer em seguida.

O processo de preparação nos ajuda também a entender o que vamos pedir ou saber se temos todas as informações sobre a atividade que vamos realizar.

Inclusive, caso você não saiba sobre o assunto que está pesquisando, pode indicar isso e avisar que está precisando de conceitos para saber onde operar.

Nestes processos de preparação, pode ser interessante dizer que você gosta de lista top 5 ou respostas iniciais rápidas de até 500 caracteres por exemplo.

Na preparação queremos dar algum tipo de personalidade para a ferramenta, de personalização e de restrições.

2. Pedido / Atividade

Por isso chegou a hora, dessa roda começar, vamos pedir ou propor uma atividade! E o processo do pedido também tem uma relação com qual parte da jornada estamos querendo conversar.

Eu posso fazer um pedido para a ferramenta me dizer o texto dos posts de redes sociais, mas eu poderia usar para trabalhar no brainstorm de ideias do que pode se tornar o meu planejamento de postagens de redes sociais.

Ao invés de usar na tarefa “final”, poder usar para apoiar no processo de preparação e planejamento, validando os caminhos que pensamos, pode ser mais interessante ainda.

E o primeiro pedido ou atividade requisitada é apenas o começo, sempre lembrar disso. Não estamos usando uma ferramenta de busca, onde perguntamos e escolhemos algo entre as respostas.

Lembre, estamos iniciando uma conversa.

3. Perguntas e Ajustes

A partir da primeira resposta dada, podemos questionar, ajustar, explorar partes da resposta, pedir foco em alguma parte dela, pedir complementos da pergunta e assim vai.

Por vezes acontece do meu pedido não sair exatamente como eu gostaria. Não preciso iniciar uma nova conversa (prompt), posso seguir com o que tenho pedido ajustes em cima do que foi levantado anteriormente.

Quando se trabalha com código é interessante poder ir evoluindo a solução e “pareando” com a ferramenta enquanto você está construindo o seu código e validando partes ou pedindo parte de uso de alguma biblioteca que você não conhece tão bem.

Ao trabalhar com texto, lembrar que a partir do que você faz com os pontos trazidos, pode devolver o seu trabalho para revisões ou pedidos de complementos.

Por exemplo, eu posso preparar indicando que quero falar sobre gestão de tempo e peço três tópicos importantes para falar. A partir da resposta dos três tópicos, posso indicar que escrevi um texto e gostaria de validar com relação aos tópicos, para saber se falta algo e aproveito para pedir uma revisão de português. Finalizo perguntando se posso enviar o texto. Indicado que posso enviar, colo o texto que produzi e pronto, tenho uma revisão em cima do meu texto e indicações de ajustes que posso escolher fazer.

Para não deixar passar, cuidados!

Cuide o que você está compartilhando com as ferramentas de IA Generativa. Elas vão usar o seu conteúdo para aprender mais a respeito dos assuntos que estão sendo questionados. Em ambiente corporativo isso é mais importante ainda. Você provavelmente tem um contrato de privacidade com os assuntos da empresa que podem ser compartilhados externamente.

Cuide o que você está recebendo como resposta para os seus pedidos. Pode ser que tudo o que está sendo retornado seja mentira ou impreciso. Quando você já é um expert no assunto sendo trabalhado, usar estas ferramentas como um acelerador ou apoiador em exercícios de brainstorm é um excelente caminho. Algumas ferramentas, exemplo o Gemini do Google, podem sugerir perguntas a serem pesquisadas em mecanismos de busca.

Cuide da sua privacidade. Muitas ferramentas de IA que usam de voz e imagem para criar materiais e sugerir vídeos e roteiros se usam das informações que estamos colando. Isso inclui sua identidade, seu conteúdo, sua voz, fotos e outros recursos que estiverem sendo compartilhados para uso das ferramentas.

Lembre, quando um produto é gratuito, você é o produto para o produtor… as empresas vão se utilizar das suas informações para crescer e evoluir os serviços.

Exemplos de ferramentas que podem ser avaliadas para uso em geral?

Ferramentas que já testei e posso apoiar caso tenham dúvidas:

  • ChatGPT (OpenAI), pode usar o 3.5 gratuito.
  • Gemini, Google, facilidade de integrar com outras ferramentas google.
  • Leo (Brave), se você usa o navegador Brave pode ser uma opção.
  • CoPilot (Github), para apoiar na construção de código.
  • Captions, legendas, roteiros e dublagens para seus vídeos.
  • Fliki.ai, para criar áudios e vídeos a partir de textos.
  • Canva, que possui um gerador de projetos baseado nos nossos pedidos, sugerindo imagens e templates.

Ferramentas que estão na minha fila aqui para testar:

  • Runway, para por exemplo transformar textos em imagens.
  • Jasper, no sentido de um copilot corporativo.

— Daniel Wildt

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