Ou como organizar as palavras Comprometimento, Engajamento e Motivação no nosso dia a dia? Se é que tem como… lá vou eu.
Aviso: este não é um post feliz, nem motivacional.
Em linhas gerais:
- Comprometimento é com projetos?
- Engajamento é com pessoas em projetos?
- Motivação é com o que vem de dentro?
Esse pode ser um olhar?
Eu me comprometo com algo, com alguma determinada capacidade de tempo, com determinados recursos que tenho. Ao me comprometer, outras coisas no meu dia a dia perdem valor. Naturalmente a prioridade aparece. Afinal, eu me comprometi. Se comprometeu com o que, pessoa querida? Anota aí o que esperam de você, e cobra o que disseram que iriam te entregar. Quando vai ser a próxima data para validar este acordo? Um amigo me fala que esse comprometimento que eu falo, quando aplicado pra gente, vira a tal disciplina. Eu me comprometo com algo e sei da importância de fazer acontecer pro bem/tranquilidade/vida de um “Eu” futuro.
O engajamento é uma mentira que criamos sobre pessoas estarem correndo o mesmo projeto conosco. E é tudo perspectiva. Pessoas por vezes não conseguem ver trabalhos que acontecem de forma silenciosa e acham que alguma outra pessoa não está engajada. Outras fazem uma divisão sobre “isso é meu problema e isso não é”. E só esquecem de garantir que se algo não é problema delas, que seja problema de alguém. Engajar é dizer o que está presente para outras pessoas? Engajamento deveria indicar que você está dentro do jogo, entende das regras e reconhece quem está com você no jogo. Que regras, pessoa querida? Sabe que o pior sentimento é você perceber que outras pessoas estão nem aí pro processo. Ele é lento. E pior ainda quando não estão nem aí pro teu processo. E aí o “teu” engajamento é testado. Você segue em frente com o que acredita, com as pessoas que ainda acreditam? Ou vale desistir de tudo e ir buscar “novos” engajamentos para se comprometer?
Motivação… minha pessoa gestora não me motiva. A técnica da equipe não é motivadora. A educação não me motiva. A torcida não se comprometeu e quem veio não se engajou no jogo hoje, não nos motivou.
Existe um padrão de terceirização ou projeção de um problema nosso para outras pessoas?
Eu não tenho nenhuma habilidade de ser um coach que atua na motivação de pessoas. Eu não acredito em motivação. Se tem que ser feito, vamos fazer, entender o que nos movimenta para fazer. Vai ser um benefício ou um risco. Agora… se não precisar ser feito e eu “sou obrigado” a fazer, temos um grande problema na nossa frente. E isso precisa estar na equação também.
Uma forma de você pensar nestas histórias é assim, veja se faz sentido. Por vezes é como eu acabo entendendo o meu tempo em projetos:
- Quais projetos estou engajado? Pensa na distribuição do tempo e onde está atuando em cada um destes projetos.
- Em cada um destes projetos, o que me comprometo? O que é esperado de mim? E o que eu posso esperar? Qual meu papel e responsabilidades.
- Para cada um destes projetos, o que vai me fazer desistir deles? Quais são meus limites em cada um dos projetos. Os limites podem funcionar como alertas ou como algo proibitivo.
E a motivação? Ter um motivo para ação deve ser o principal conceito desta palavra né? Tem gente que vai ficar enrolando, pensar em propósito, pensar em planos, pensar em atividades. A motivação aparece quando a gente coloca tudo a perder e aí quer recuperar. Agora tenho motivação.
A motivação é fraca. Influenciável. Ela se mistura fácil com qualquer outra coisa no meio do caminho. Pessoas se motivam por dinheiro? Qual dinheiro? E quando aparecer um “dinheiro melhor” ou um “dinheiro mais fácil”. Então elas se motivam, não por algo específico? Troque dinheiro pela palavra de sua preferência. Testa se faz sentido.
Tudo isso porque vomitei esse texto, faz alguns dias:
A motivação de criança
irresponsáveldesmotivada que não quer ir pra escola é alguémresponsávelmotivadoengajado que acorda seis da manhã para “levantar” a criança da cama, depois de dormir menos horas do que precisa. A tal pessoamotivadaengajada não queria acordar cedo desse jeito para acordar a criança, mas existe um comprometimento. E está engajada com o projeto de fazer a criança chegar na escola. A criança não está engajada, mas a pessoa não motivada (mas engajada) não pode desistir. Poder até pode, mas não existe plano B neste caso. E tá tudo bem, ao que parece… quando a criança crescer, vai fazer algum sentido? E pra pessoa engajada (mas zero motivada), vai fazer sentido algum dia? E precisa fazer sentido se está sendo feito de propósito?Quando morrer vai poder dizer que foi uma pessoa boa porque acordou outras pros seus caminhos de vida? Essa pode ser a frase final… vai parecer uma frase motivadora… mas era pura prática. E a pessoa não estava motivada, em nenhuma parte da jornada. E o importante: não importava. A pessoa só estava fazendo o que ela tinha que fazer. Ela tinha um motivo para ação. Então era ela motivada?
Daniel Wildt
Eu leio postagens de redes sociais tentando engajar pessoas com frases bonitas. Se algo puder funcionar para inspirar, que seja. Até este texto nem um pouco “feliz” pode inspirar.
— Daniel Wildt
P.S.: Já que estamos falando em motivação, já estamos em dezembro e estou falando de fazer um post não muito feliz, dá para você pensar que então é natal… e o que você fez?
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One response to “De zero até CEM?”
[…] Adicional, você pode usar alguma ferramenta para colocar um lembrete, quando você pode avaliar como está neste passo ou identificar se deseja ter uma data mais certa de ação (se comprometer). […]