Certa vez me indicaram para palestrar em um TEDx. O x no final não importa. Era um convite para fazer parte de uma rede, uma comunidade interessada em compartilhar ideias. E aí na conversa sobre possíveis assuntos falei: eu posso falar sobre ser inútil. 🙂
Um pouco de silêncio na conversa, e seguimos na ideia.
Certa vez vi Ricardo Semler falando sobre gestão por omissão… uma mistura de prevenção, autonomia e confiança em quem está fazendo o trabalho acontecer.
Entendo que o trabalho de liderança tem muita relação de como a gente lida com o que está em nossa volta. Com quem podemos contar. Com quem queremos evoluir. De que forma queremos resolver os problemas e encontrar oportunidades.
A arte de ser inútil fala sobre como lidamos com o conhecimento e com as nossas responsabilidades. Sempre entendi que eu precisava de flexibilidade, para poder assumir novos projetos. Fiz isso de formas diversas… em certos momentos dizendo muitas vezes sim quando deveria ter dito não. E sacrificando tempo importante para mim, vivendo em um piloto automático que me fez muito mal.
O resultado deste processo foi esse pensamento de ser inútil. Foi também o início de uma pergunta: qual é o seu tempo? E assim nascia o projeto Viva Seu Tempo.
Hoje em dia vivo a possibilidade de apoiar pessoas, empresas e viver diferentes projetos. Tenho a oportunidade de me conhecer cada vez melhor, dia após dia. De encontrar minha autenticidade. Encontrar a minha verdade.
A única forma que encontrei de formar consciência de tempo foi através da formulação de limites. Hoje em dia busco consciência de presente e visão de limites. Assim percebo pertencimento e progresso.
Comecei a ter consciência nesta jornada de reconhecimento entre 2000-2007 quando cresci, quebrei, cresci e quebrei. Depois um novo ciclo entre 2007-2014 quando cresci e quebrei novamente. O setênio seguinte quase a mesma coisa, mas a diferença é que quebrei e agora me percebo em um ciclo de crescimento.
O que nunca mudou neste processo foi o posicionamento como alguém que está querendo compartilhar o que sabe e querendo que pessoas saibam fazer e tenham consciência sobre o que já aprendi.
Quando gravei o TEDx em 2013, foi uma forma de documentar o que estava vivendo, pensando nesta estrutura do setênio 2007-2014.
E o assunto é algo que vai e volta, e assim fiz uma palestra / aula dentro do projeto A Filosofia da Tranquilidade. O motivo de fazer esta conversa foi para deixar documentado como eu estava lidando com o “ensinar” deste processo. Eu aprendi ferramentas novas, teorias novas, mas a base segue a mesma, mesmos princípios.
Eu considero estes dois vídeos importantes, se você tem interesse em conhecer mais sobre projetos e como você pode lidar com projetos diversos e criar novos projetos para você.
— Daniel Wildt
Extra: não confunda essa minha fala sobre utilidade, da necessidade de termos consciência das nossas relações.
Venha junto! Consciência de tempo, projetos paralelos e apoio no seu caminho de aprendizagem, através do projeto A Filosofia da Tranquilidade! Olha também a newsletter e projetos do agora.
4 responses to “Como ser muito útil? Seja inútil!”
[…] esquecer é uma metáfora, não uma certeza. Parecido com o meu lance de ser inútil. Na prática escrever é documentar. Fica fácil de lembrar quando você […]
[…] Eu brinco que o legal de entender sobre o nosso peso total é poder entender da nossa habilidade de movimentação. E entender as restrições que acabamos criando pela estrutura em volta. Você pode iniciar um projeto novo? Ou está carregando muitos projetos em volta de você já? Qual a sua habilidade para ser inútil? […]
[…] O que apareceu ontem, que não deveria ter sua atenção? Qual é a sua regra de delegar ou como gosto de falar, de se tornar inútil? […]
[…] ser sempre as mesmas pessoas fazendo atividades, estabeleça um tempo. O meu princípio do “ser inútil” funciona bastante […]