Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida. Bora?

Durante a minha vida profissional aceitei alguns desafios que, apesar de muito legais, acabaram se tornando problemas. E não pelo desafio profissional em si, mas pelo excesso de energia mental e física que demandavam.

Só que já passei por situações que demandavam muito mais energia do que as problemáticas, e conseguia viver “rindo”. Aqui tem um componente de buscar fazer o que se gosta, mas nem sempre conseguimos notar o que acontece, pelo piloto automático que funciona dentro da nossa cabeça.

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Eventos confirmados que estou organizando durante Q4/2013!

Olha estes eventos que estou organizando e executando neste trimestre! Todos confirmados e em Porto Alegre! Venha participar e traga seus colegas e amigos. Qualquer dúvida façam contato!

17/outStartupDojo! Foco em Business Model You, D-E-A-L e outras dinâmicas legais para falar sobre você. Venha praticar!

28/outAgile KickStart, com o módulo de UserStories. Vamos falar de vários princípios e práticas legais para quem está desenvolvendo projetos e produtos. Saiba como definir o que precisa ser alcançado em um projeto, montar uma visão de planejamento e roadmap. Contexto dentro da aplicação da cultura ágil, e gestão de projetos ágeis.

13/novQual é o seu tempo? Workshop para você ganhar habilidades de planejar sua vida e carreira, trabalhar gestão de tempo, e ainda ganhar contexto sobre como buscar momentos de reflexão, planejar seu dia, seu mês e seus próximos objetivos de vida. Já pensou no seu estilo de vida? Em qual é o tempo que faz sentido para você? Técnicas: GTD, SongDoro, Pomodoro, várias coisas legais que metodologias ágeis que podemos usar no nosso dia a dia.

21 e 22/novDa visão à produção + StartupDojo – duas noites de treinamento para trabalhar teoria e prática.

Eventos para dezembro ainda a serem definidos! Tem sugestões? Manda o teu comentário!

Cada rede social no seu foco!

Em 2012 tinha feito um post falando sobre redes sociais e carreira, e como dar foco em todos canais possíveis.

Acontece que hoje em dia todas redes sociais tem o conceito de linha do tempo, gostar, compartilhar, referenciar, e quando se fala em compartilhar ainda se consegue ações como compartilhar em outras redes.

Então é bem fácil certo? É só pegar o mesmo texto e postar em todas as redes igual né? Não… não é. O engajamento muda de rede para rede. A hora de leitura, a hora de pico muda de rede para rede. A forma de se expressar muda de rede para rede.

E tem alguns problemas… quer ver?

Exemplo: no instagram compartilho uma foto e digo ainda para compartilhar a mesma no twitter. Mas aí no texto da foto eu faço referência para um amigo do instagram, mas no twitter ele tem outro “nome”. Para piorar a situação, o meu twitter estava ligado ao facebook. Então era uma atualização em cascata. Referenciando pessoas erradas. Nada legal. A história se perde.

Estou cada vez mais buscando ser único no momento de postar, no sentido de redes sociais atingidas. O  tipo de post no facebook é diferente do post no google plus que é diferente no twitter e do instagram. O mesmo vai valer para o linkedin, youtube e outras redes que vocês possam se lembrar. Para ter ideia de onde estou “funcionando”, deixo o link do about.me/dwildt.

O ponto todo é lembrar o que funciona melhor em cada rede. Saber qual o efeito que se busca com um determinado post… é comentário, é um gostar, é um compartilhamento. E da mesma forma, o que se quer gerar? Esperança, raiva, amor, uma causa?

Com base nisto, estou buscando usar as redes para contar histórias, mas para ter a história toda, as pessoas terão que me seguir nos diversos perfis, e quando visualizarem algo meu, na grande maioria das vezes** não será com um pensamento do tipo “ah, já vi isto hoje na rede tal“.

Mas.. Daniel… explica esse “grande maioria das vezes”!?

O ponto é que as vezes queremos evitar a fadiga, e no meu caso não quero simplesmente que todo tweet vire um update no facebook. Nem que toda foto no instagram vire um tweet e um update no facebook e um upload no flickr.

Então, o que acabei fazendo é buscar a melhor linguagem para cada rede. Deixarei algumas dicas, mas já aviso que isto é assunto para outro post. Vários posts. 🙂 Quero focar aqui em algumas ferramentas que estou usando para trabalhar o assunto.

Twitter: desconectei as atualizações diretas no facebook. Mas não queria perder a habilidade de poder atualizar de vez em quando o facebook. Para isto ativei o Selective Tweets. Com esta ferramenta, consigo enviar updates para o facebook usando a hashtag #fb. O legal é que quando o post sai no facebook, a hashtag #fb “some”. Da mesma forma, qualquer referência a nomes, exemplo @dwildt se transforma em Daniel Wildt (@dwildt). Ainda aparece no update além dos comentar e curtir uma opção para as pessoas seguirem meu perfil no Twitter. Foco no Twitter? Informação. Links. Hashtags. E para gerenciar as diversas contas de twitter que possuo, utilizo o TweetDeck. Ainda pode ser instalado por um plug-in do Chrome. Assim todas minhas configs e agendamentos podem ser acessíveis de qualquer site. E não preciso ficar atualizando software nem fazendo download.

Facebook: uso somente profissional e de vez em quando puxando ações e visões dos esportes que pratico. Aqui no facebook tenho a visão do meu perfil e das páginas que gerencio. Faço tudo pelo cliente web do facebook e de vez em quando pelo app Pages Manager para iPhone. Em resumo consigo fazer operações de agendamento e também criação de propagandas.

Instagram: tenho deixado as fotos somente na própria rede. Quando vou compartilhar, faço a imagem ter apenas links e hashtags. Sei que com isto consigo fazer funcionar no Twitter e no Facebook, se precisar fazer o compartilhamento com estas redes.

LinkedIn: tenho feito updates na linha do tempo do linkedin. E tenho recebido likes e comentários. Isto é interessante e ver que a rede está ganhando poder neste sentido. No linkedin tenho a minha conta do Twitter ligada, e neste caso posso fazer posts usando #in para os mesmos serem colocados como updates no Linkedin.

YouTube: aqui tenho usado o conceito de sempre compartilhar no Google Plus inicialmente algum vídeo novo. O mesmo vale no Twitter. O que é legal é que pelo youtube.com se consegue fazer publicação agendada de vídeos. Agora, o que tenho usado como chave, é sempre compartilhar um vídeo com um link de uma playlist. Tudo para gerar uma “possibilidade” do usuário poder ver outras palestras relacionadas.

E era isto! E o blog aqui do wordpress? Ele funciona como linha de raciocínio na cola dos diversos assuntos. Ao falar sobre uma pessoa, de uma história ou simplesmente de um vídeo.

Amadurecimento… tem regra?

gol-no-ar-gnt-amadurecimento Na minha viagem para São Paulo na semana passada, tive a oportunidade de assistir um episódio do programa Alternativa Saúde (GNT), pelo “Gol no ar“, uma wifi liberada nos vôos da Gol com vários canais com leituras e vídeos.

O ponto base do programa era discutir o morar com os pais ou não morar com os pais. Eu acho o assunto bem relativo e depende muito dos objetivos que cada um está buscando.

Já tinha lido uma matéria no jornal sobre o assunto de pessoas que se diziam “independentes” mas dependiam financeiramente dos pais para viver.

Comecei a ajudar meus pais quando comecei a trabalhar, aos 17 anos. Para mim foi uma questão  automática, de perceber que eu estava habilitado para aplicar o senso de responsabilidade pelo que consumia e usava da casa. Também me sentindo dono e portanto querendo compartilhar e colaborar.

No programa se trata de algumas tentações, que é quando morar com os pais permite uma facilidade só encontrada em hotéis. Cama, alimentação, tudo a disposição, reposição automática, parece mágica. E sem precisar passar o cartão de crédito/débito/drébito.

Acho que o ponto é transformar a relação, como é discutido no programa. De se entender que ok, você pode morar com seus pais, ou com quem quer que seja, mas a visão de responsabilidade é essencial… ajuda a evoluir e buscar soluções diferentes. A buscar a sua solução. Sua vida. Não necessariamente o sair de casa,  mas na questão de apoiar na manutenção dos recursos que a casa oferece.

O outro ponto discutido vai na escolha da profissão, sobre termos algo parecido com um ciclo básico que permita uma pessoa experimentar mais e ver qual rumo quer seguir. Eu tive muita sorte de ter escolhido viver e trabalhar com assuntos que me interessam e me cativam. Assuntos que me ajudam a formar o meu propósito. A ter minhas causas. E a resposta para isto eu acho que vai acabar se resolvendo pelo dinamismo que o nosso mundo está ganhando. Olhando para a área de tecnologia da informação, existem programas pelo mundo querendo ensinar desenvolvimento de software para pessoas ainda na escola. Todo este tipo de formação de habilidades, foco nas ações, permite que jovens tenham clareza sobre o que gostam e o que deixam de gostar. De experimentar. De escolher um estilo de vida.

Agora… mesmo com a escolha mal feita, como se manter no trilho da felicidade. Como fazer acontecer? E se der errado o processo de escolha profissional? Eu acho que o problema está aqui. Não é em morar com os pais. É em ter coragem de se adaptar. Coragem de buscar o que se acredita. Solução?

Vejo uma mistura de conseguir manter a vida leve, e desde cedo aprender que crescer e fazer acontecer na nossa carreira, é uma decisão nossa. Somente nossa.

Cultura de aprendizado e formação de equipes de alto desempenho — GU Day SUCESU-RS 2013

O assunto Cultura de Aprendizado é um assunto que me cativa demais. Seja pelo meu objetivo de vida de me tornar inútil e ajudar lideranças a serem formadas, mas também pela questão de formação de times de alto desempenho. Ajudar a desenvolver profissionais que sejam melhores profissionais, dia após dia. Lembrar que tudo isto é um processo de adaptar e desenvolver a governança corporativa.

É algo que envolve a cultura da organização, envolve uma questão de atitude de cada pessoa, e principalmente o grupo, a sinergia que o grupo consegue desenvolver.  No final, o que se quer é viver feliz, desenvolvendo um trabalho de valor, e evitar a famosa aposentadoria por alívio.

A cultura de aprendizado sendo trabalhada vai ajudar a desenvolver uma cultura de prevenção. E tudo começa a fazer sentido. Um time mais responsável, com liberdade e muita colaboração para fazer as coisas acontecerem.

— Daniel Widt (assine meu canal de vídeos)

Como se tornar um melhor mensageiro

Eu sempre tive uma necessidade de ter mensagens e apoiar quem está assistindo uma apresentação através de texto, muito texto. De vez em quando algumas imagens.

Em 1999 fiquei vermelho, e bem nervoso, quando fiz a apresentação do meu trabalho de conclusão. Depois outras lembranças que tenho são a partir de 2002, quando comecei a palestrar de forma mais constante. E não parei desde então. E a cada nova apresentação, uma nova lição, uma nova piada para fazer a platéia rir, e por aí vai.

Sempre me preocupei em passar a mensagem da forma mais objetiva possível, e prática. Isto vem me ajudando ao longo do tempo a fazer palestras menores. Normalmente minhas palestras funcionam no estilo “TED Talk“, focadas em no máximo 20 minutos e gerando alguma mudança. Nada de indiferença! Também gosto muito das palestras menores ainda, as Lightning Talks, com 5 minutos de duração. E eu ajudo a organizar um evento muito legal sobre elas, a #Desconf.

Mas voltando ao assunto de como melhorar suas apresentações… um dos pontos para eu melhorar era ter alguns modelos. Durante muito tempo eu trabalhei como instrutor oficial da Borland/CodeGear e hoje Embarcadeiro. E desde 1998 eu participava de eventos sobre Delphi, com apresentação de funcionalidades, sendo um “mero ouvinte”, e ali tive contato com um cara que sempre foi uma referência na arte de apresentar: Renato Quedas. Ele é um cara que eu respeito muito, e tive a oportunidade de conviver com ele alguns anos, ele na qualidade de Master Trainer, ajudando nós instrutores e consultores e se posicionar melhor em sala de aula, nas apresentações e por aí vai.

Depois estamos falando em 2006/2007, e uma das ações que me ajudaram a ver e buscar algo diferente foi quando tive contato com o material do Garr Reynolds e um livro muito legal chamado Presentation Zen. São dicas legais, mais focadas no design e formas de apresentar as informações para gerar um impacto mais positivo no público.

Outra ação foi o ToastMasters. Já ouviram falar deste programa? Em uma das empresas que trabalhei, existia um programa interno, e eu participava, conseguindo a cada semana ver pessoas apresentando e podendo colher técnicas diferentes. E aprender com o erro dos outros. Isto me fez buscar na internet também diferentes técnicas. Aí comecei a conhecer caras como Guy Kawasaki e Larry Lessig e o Lessig Method. Eles seguem sendo grandes referências para mim.

Claro… Steve Jobs por exemplo e seus keynotes milimétricos também são legais, sem dúvida! Mas o ponto é… que eu sempre gostei do improviso.

Muito.

Em uma situação, fui convidado para palestrar em uma semana acadêmica, e nesta oportunidade tinha decidido que iria falar sem ajuda do Keynote. Cheguei no evento faltando menos de 1h para minha palestra. Aí comecei a ter umas ideias e pronto, em menos de 30min selecionei algumas imagens e montei uma apresentação para me apoiar no evento. E foi show! Pode acontecer de dar errado? Claro. Mas aí é o estilo de cada um… alguns gostam de desarmar bombas. Eu gosto de palestrar contando minhas histórias, improvisando. 🙂

O que eu procuro quando estou montando uma linha de palestra? Momentos para fazer rir/chorar/emocionar, momentos para fixar conhecimento (aprendizado), momentos para impactar (mudança). E isto vai em um ciclo dentro do tempo da palestra. Seja uma palestra de 5 minutos ou um curso de 80 horas.

Deixo o vídeo que apresentei no TTLabs Summit realizado em abril de 2011, falando sobre estas questões. Foi um vídeo de 5 minutos:

E a apresentação que está disponível no slideshare: